O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) acaba de publicar uma entrevista exclusiva com o jornalista Alberto Dines, o decano da media criticism no Brasil. Na conversa, Dines fala sobre o fim da obrigatoriedade de diploma para a carreira, sobre o alardeado fim do jornalismo e outros tantos assuntos palpitantes.
Para quem não sabe, no finalzinho do ano passado, Dines relançou seu livro O papel do jornal. A nona edição não é apenas uma reimpressão da obra, mas uma atualização de um livro que já conta 35 anos nas prateleiras e na bibliografia nacional. Indispensável à época em que surgiu – em plena crise do papel de imprensa em 1974; indispensável hoje, em plena crise do papel da imprensa e do jornalismo na vida social contemporânea.
A entrevista foi concedida ao repórter Marcelo Barcelos, mestrando em Jornalismo da UFSC.
A informação recente de que os maiores jornais brasileiros tiveram queda de 6,9% em sua circulação no ano passado pode precipitar as discussões sobre a crise dos impressos por aqui. Eu mesmo me surpreendi de ver títulos que antes pareciam tão sólidos em suas trajetórias e que agora amargavam números menores de exemplares. No fundo, no fundo, o burburinho em torno de uma crise dos jornais e – em casos mais apocalípticos e exagerados – do fim dos mesmos não envolve apenas a dimensão financeira. Isto é, embora se dê uma importância demasiada à sustentabilidade da indústria e a permanência de padrões de consumo de décadas, há uma discussão que está por trás disso tudo: o jornalismo como o conhecemos estaria com os dias contados?
Colocado dessa maneira, a crise dos jornais não é apenas um problema econômico, mas cultural, de consumo de informações, de posicionamento na sociedade. É também uma crise de confiança. Podemos acreditar nos jornais como os fieis depositários de nossas crenças e valores como o fazíamos antes? Podemos deixar para os jornalistas a missão de nos informar e tapar os ouvidos diante do canto da sereia 2.0? Estamos dispostos a pagar por informação em uma época de grande abundância dessa commodity? Queremos manter uma indústria conservadora e paquidérmica, como a dos jornais, sempre muito resistente aos ventos de mudança?
A crise dos jornais é, antes de financeira, uma crise de confiança, afinal já não se confere a esses meios a autoridade e a credibilidade de antes. Num estudo recente da Edelman, pode-se perceber que as instituições em geral têm sofrido com quedas constantes de seus níveis de confiança popular. Embora se queixe sempre dos políticos, até mesmo o governo goza de mais confiança do que a mídia. A pesquisa é realizada pela décima vez e envolve 22 países, incluindo o Brasil. Segundo a Edelman, todas as fontes de informação viram suas confiabilidades declinarem de 2009 para 2010.
Nos países emergentes, por exemplo, a confiança em TV e jornais caiu 15 pontos em dois anos!
Claro que isso é apenas uma amostra, já que o estudo da Edelman ouve uma parte da elite que forma opinião e que toma decisões. Mas a queda nas tiragens e nos índices de audiência, a migração das verbas publicitárias, e o declínio da confiança apontam para mudanças urgentes no panorama, no negócio de se produzir e distribuir informações.
O jornalismo precisa de novos pactos. Precisa demonstrar novamente aos públicos que é digno de confiança, de que seus produtos e serviços não apenas são de qualidade, mas que são essenciais para se viver nos dias de hoje. O jornalismo precisa resgatar a credibilidade, adotando posturas mais transparentes, mais equilibradas e mais focadas no interesse coletivo de seus públicos. Não é fácil, mas o jornalismo precisa se reinventar. Em tempos pragmáticos como os nossos, é cada vez mais necessário que o jornalismo se mostre útil, imprescindível, inalienável. Isso significa dizer que a crise do jornalismo é contra o descarte, contra a substituição por outras formas de informação.
Sim, me parece que o jornalismo precisa restabelecer novos pactos com seus públicos. Ao menos para mim, a reinvenção do jornalismo – e sua consequente sobrevivência e manutenção – passa não apenas pela adoção de sistemas mais tecnológicos de difusão e produção, mas por redimensionar em que bases vai se apresentar como algo essencial para o público.
Ontem, a ABC deu a largada à já famigerada última temporada de Lost.
No Brasil, a expectativa não é menor pelo desfecho da série que renovou padrões narrativos na televisão nos últimos anos. Por isso, a AXN vai retransmitir os episódios com apenas uma semana de diferença da cronologia original.
Se você consegue aguardar mais uma semana, contente-se com o vídeo promocional…
Acho que, aqui no Brasil, discutimos pouco o ensino de jornalismo. Acho não, tenho certeza.
Prova maior é a rara bibliografia que temos sobre o assunto, a escassez de eventos que se debrucem sobre essa problemática e a quase inexistência de canais para difundir debates e ideias.
Sim, há poucos livros sobre ensino de jornalismo em particular e de comunicação em geral. E isso reflete o fato de que temos pouca gente pesquisando e pensando mais detidamente isso. Sim, exceto pelos encontros do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e por algumas iniciativas da Intercom, quase não vemos por aí eventos que discutam pedagogias, didáticas, materiais e estratégias de ensino. Sim, também são poucas as revistas científicas que tratam de ensino. A revista “Educação e Comunicação”, editada pela ECA/USP desde 1994, é uma das exceções raras. A “Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (Rebej)”, do FNPJ, por sua vez, não sai há anos e parece ter desaparecido antes mesmo de se tornar uma referência para a área.
Combinados, esses fatores contribuem para um preocupante marasmo no campo da Comunicação em geral e no Jornalismo em particular.
Para os desavisados, ingênuos e recém-chegados, a ilusão é de que está tudo bem com o ensino, e que nossas escolas são referências internacionais na formação dos profissionais. Diante da maravilha, só o paraíso.
Mas sabem professores e alunos, pesquisadores ou não, que o ensino da área carece ainda de muita discussão, de estudos aprofundados, da circulação de experiências bem sucedidas, do compartilhamento de práticas inovadoras, e da adoção de novos paradigmas que sustentem um ensino efetivo e transformador.
E como é que se convence a comunidade acadêmica a fazer isso?
Não sei.
Só sei que é necessário. E urgente. E vejo que outros países transformam a preocupação em ação. Esta semana, por exemplo, dois contundentes e relevantes textos circularam em sites norte-americanos. Seth C. Lewis se perguntou no Nieman JournalismLab, da Universidade de Harvard: “Pra que servem as escolas de jornalismo?” A questão de Lewis vem do Texas, mas vai além do Canal do Panamá e se espalha por toda a parte… Da Califórnia, Dan Gillmor se arrisca em responder, apontando para o que suas notas rascunham: “O futuro do ensino de jornalismo”.
É certo que as realidades brasileira e norte-americana são muito distintas, e seus sistemas de ensino mais ainda. Mas é interessante ver o que os professores de lá pensam, e como pensam suas escolas. Aqui, as interlocuções parecem ainda muito restritas e eu gostaria que fosse diferente. Isso porque meu palpite é de que teremos um jornalismo melhor quando estivermos abastecendo o mercado de trabalho com grandes contigentes de excelentes ex-alunos. Eles é que podem mudar nossas redações e nossa mídia, não posts angustiados como este…
Notícia veiculada hoje no Meio & Mensagem coloca mais fogo na fogueira que discute o futuro do jornal como negócio viável no ambiente pós-mídia. A matéria é assinada por Alexandre Zaghi Lemos, e reproduzo abaixo:
CIRCULAÇÃO DOS MAIORES JORNAIS BRASILEIROS CAIU 7% EM 2009!
Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008.Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).
Não houve alterações significativas nas posições do ranking, a não ser a evolução contínua de títulos populares como o Dez Minutos, de Manaus, que estreia na 17ª posição, com média diária de 60 mil exemplares – não considerados na conta de queda de 6,9%, pois foi lançado no final do ano passado.
A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).
Me chama a atenção a queda na circulação de jornais que antes sustentavam a indústria por aqui, notadamente o Meia Hora, o Extra, o Diário Gaúcho e o Super Notícia. Eles fazem parte de um segmento que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) chamou de “populares de qualidade”, associados a jornais de rápida leitura, com venda exclusiva em bancas, a preços abaixo dos 2 reais, e com linguagem direta e chamativa.
Pois bem, se os “populares de qualidade” eram a última resistência diante da alardeada crise dos jornais impressos no mundo, a indústria brasileira pode estar ingressando o ano num período duro para sua sobrevivência. Além da crise financeira mundial e da emergência voraz das redes sociais e de formas de informação gratuitas, um outro fator poderia contribuir ainda mais com a queda nas tiragens: a expansão da banda larga entre usuários comuns domésticos… É a tal regra dos 30%, onde se sinaliza que quando um mercado atinge esse patamar de cobertura de banda larga, os jornais começam a sofrer.
Se a regra dos 30% funcionará por aqui e se os jornais estarão amargando o início de uma crise sem precedentes, ainda não se sabe. O que se sabe é que é cada vez mais urgente uma revisão não apenas da sustentabilidade desses segmentos informativos, mas sua própria função dentro de um contexto de consumo midiático como o que temos hoje em dia…
Se o seu interesse passa pela ética jornalística, por discussões sobre deontologia e por reflexões sobre a conduta dos jornalistas, a dica é passar pelo Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) que acaba de retornar das férias escolares com uma lista de códigos deontológicos do mundo todo. Nesta primeira edição, são 30 documentos em português e inglês. Mas a equipe promete mais novidades nas próximas semanas…
Acesse na seção Códigos.
“YouTube e a revolução digital”, de Jean Burguess e Joshua Green, é um bom livro para se começar a pensar as apropriações midiáticas pelo cidadão comum a partir do site de vídeos mais conhecido do mundo. Não se trata de um estudo amplo como o de Henry Jenkins (“Cultura da Convergência”), mas pode ser visto como um capítulo sobre a produção criativa e participativo no meio audiovisual nesses nossos tempos. Aliás, Jenkins assina um dos posfácios ao livro e elegantemente coloca alguns pingos nos is, mostrando o que existia antes do YouTube.
Nota positiva do livro: ele é recente, é um estudo centrado nas interfaces sociedade-mídia-cultura, e faz um ótimo apanhado do que já se produziu na academia e na mídia sobre o YouTube. E olha que o site só surgiu em 2005 e já é o que é.
Nota negativa do livro: não sou um especialista em tradução, mas a edição brasileira – assinada pela Aleph – comete uns equívocos que considero imperdoáveis. O mais evidente para mim é grafar “radiofusão” ao invés de “radiodifusão”. E não é erro de digitação, pois não só as ocorrências são muitas como também aparece um “radiofusor”… Não é pegação de pé não. É que o conceito de “radiodifusão” é central na contraposição de um sistema em que o próprio YouTube se equilibra. Top-down, bottom-up, broadcasting… Quem sabe na próxima edição, isso é corrigido.
Ficou curioso de ler o livro? Leia, pois vale. Não é a bíblia do assunto, mas leva a outras leituras.
Pra ilustrar, veja o primeiro vídeo hospedado no YouTube… “Me at the zoo”
Este Monitorando registrou hoje a marca de 200 mil visitas desde 20 de maio de 2007, quando adotamos este endereço.
Como é hábito por aqui, sempre que alcançamos alguma marca importante, prestamos contas:
- Até agora, foram 1250 posts, incluindo este, e 2190 comentários.
- O blog começou em 20 de maio de 2005 no UOL, mas dois anos depois na mesma data, migrou para o WordPress, onde está até hoje.
- Nossa média de visitação diária está na casa dos 200 acessos.
- O dia mais movimentado por aqui foi o 26 de novembro de 2008, com 2146 visitas. Foi um período difícil pois eu postava relatos pessoais sobre as enchentes no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Nunca é demais agradecer as indicações, as visitas, os retornos, os links e em especial os comentários. É fato que muita gente transita por blogs, mas são poucos os que dão uma paradinha e deixam algumas palavras. Obrigado, obrigado, obrigado.
(Para celebrar os 200 mil acessos, o Monitorando passa a adotar o template de layout Vigilance, de The Theme Foundry)
Sandra Montardo (Feevale) revisa sua apresentação sobre pesquisas mercadológicas.
Em segundo plano, Sérgio Amadeu (Cásper Líbero) se prepara para mediar o debate.
Ao fundo, Henrique Antoun (UFRJ), em participação veemente, fala de democracia, participação popular e internet.
Sérgio Amadeu tuíta apressadamente o que André Lemos (UFBA) diz, ao fundo.
O personagem de Kiefer Shuterland está acostumado a resolver todo tipo de problema do mundo em pouco tempo: salva presidentes, mata terroristas, explode bandidos, arrisca o pescoço e não dorme.
Jack Bauer vive apressado. Afinal, pra salvar o dia ele tem só 24 horas.
Não sou o Jack, mas tinha o mesmo período para sair de Florianópolis, fazer uma participação na Campus Party, fugir das enchentes, desviar das filas intermináveis no trânsito paulistano, sobreviver às turbulências e ao lanchinho da Gol e retornar vivo pra casa. Num sentido figurado, Jack Bauer foi até a São Paulo Nerd Week, como rebatizou o evento o Marcelo Tas.
Notas pessoais das seis horas em que fiquei na maior festa da internet do mundo no Brasil.
1. Sim, a Campus Party não tem esse nome à toa. É uma festa de verdade. Junte num mesmo espaço seis mil pessoas que gostam, que se interessam, que trabalham e se divertem com tecnologia. Dê a eles uma banda de 10 gigas para navegarem, um espaço para colocarem suas barracas, um punhado de atrações e estará tudo belezinha. A festa está completa. Por lá, a gente encontra gente de todos os tipos, pois hoje o mundo é nerd, o mundo é geek, é hightech. Vi velhotes, neohippies, headbangers, patricinhas, indies, índios (de verdade), todos com seus notebooks ou desktops invenenados no mesmo pavilhão, suportando-se, aturando-se, tolerando-se e muito além disso: convivendo em grande harmonia. Parecia o Fórum Social Mundial da tecnologia.
2. A infraestrutura do evento é boa, mas pode melhorar em muito. A acústica é um problema sério por lá. Um acontecimento como aquele, com atrações simultâneas, merece um melhor tratamento de isolamento entre as áreas, não para estancar, impedir o fluxo das pessoas. Mas para dar mais qualidade à experiência, permitir que se ouça melhor, que se aproveite ainda mais as ideias circulando. Estive numa mesa em que mal ouvia os colegas ao lado. A plateia fez perguntas e intervenções muito interessantes, mas que só compreendi pela metade. E não foi minha exclusiva surdez. Soube pelo twitter que aqueles que acompanhavam pela transmissão ao vivo ouviam os debatedores com facilidade, mas e quem estava por lá?
Outra coisinha que a organização poderia rever é a venda de bebidas alcoólicas. Não se acha cerveja na Campus Party. Tudo bem que fiquei bem pouco por lá, mas os canais tradicionais me informaram que não era permitir comercializar esse líquido pois era um evento público e livre, onde circulam menores. (Nesta hora, queria ser o Jack Bauer mesmo e ficar frente a frente com o governador Serra e o prefeito Kassab…)
Afora isso, a organização do Campus Blog foi impecável, com eventos acontecendo no horário, com diversidade de perspectivas e um cuidado de quem gosta do que está fazendo…
3. Confesso que esperava uma presença mais agressiva das empresas de telefonia e tecnologia na Campus Party. Esperava ações mais efetivas, abordagens corpo a corpo, e estratégias mais mercadológicas. Isso é apenas uma observação, não uma queixa. Apenas esperava ter que driblar promotoras de venda lindas-e-incovenientes, ou ainda acumular quilos de folhetos totalmente dispensáveis, mas não. Também não ganhei nenhum brinde, exceto um leque da Mercado Livre, afinal o calor estava demasiado…
Gostei de ir à Campus Party. Não ficaria uma semana acampado por lá. Mas um dia naquele ambiente me permitiu conhecer gente que eu só esbarrava na internet, além de alguns que respeitava e admirava há tempos. Isso é o que conta cada vez mais nesses eventos. Foi curto, foi rápido, mas foi bom. Em 24 horas, bati e voltei ileso.
Se eu fosse Jack Bauer sequer tinha entrado. Tem detetor de metais na porta. Eu sei que o Jack sempre arruma um jeito, mas junto com uma porta arrombada sempre vem um monte de encrencas. Pelo menos pra ele…
Daqui a pouco participo de uma mesa que debate Cibercultura e as pesquisas sobre blogs e conversações, ao lado de Sandra Montardo, André Lemos, Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu.
Minha curta fala vai se apoiar em três ideiazinhas sobre as pesquisas que se vem fazendo sobre blogs. Claro que os poucos minutos que terei não vão me permitir fazer um panorama da coisa, mas não é o que quero fazer, e sei que tem gente em melhores condições disso. Vou centrar meu foco nas pesquisas que se faz na área da Comunicação e mais detidamente no Jornalismo.
Primeira ideia: ao contrário do que se pensa no campo da Comunicação, a maior parte das pesquisas acadêmicas sobre blogs ou tendo blogs como suporte de visibilidade de fenômenos NÃO É FEITA NA COMUNICAÇÃO. Uma rápida pesquisa no Portal de Teses da Capes mostra que saem mais mestrados e doutorados em Linguística/Letras/Literatura sobre o tema do que em qualquer outro lugar. Essa diversidade abre portas para uma série de outros insights.
Segunda ideia: as pesquisas dos últimos oito ou nove anos sobre blogs ajudou a academia a perceber as crises contemporâneas no jornalismo. Se a queda maciça de tiragem nos jornais ainda não aportou no Brasil, o signo da crise só foi pairar sobre as cabeças dos pesquisadores da área graças à atenção que deram aos blogs como instrumentos de comunicação, difusores de informação e opinião. Os blogs, para os pesquisadores da Comunicação, deram o primeiro lampejo de uma crise existencial que se acomodou sobre as redações. Depois vieram as redes sociais, que só tornaram a situação mais aguda, o nervo mais exposto. Então, a pesquisa sobre blogs foi a ponta do iceberg de um novo continente que hoje se descortina na academia: a reflexão sobre o jornalismo, a sua natureza, as suas bases, e as mudanças que fazem tremer o seu chão. Não que isso não interessasse a pesquisadores antes, mas agora é bem evidente essa preocupação.
Terceira ideia: cada vez mais me convenço de que não estaremos pesquisando blogs daqui a dez anos. Não com o mesmo vigor. Não com o mesmo ímpeto. E talvez com um objeto de pesquisa totalmente reconfigurado. Quer dizer: acho que o blog é uma mídia de transição. Futurologia minha? Não, é apenas um palpite, uma pequena convicção.
Como disse, falarei desses três pontos daqui a pouquinho na Campus Party 2010. Se as ideias evoluírem e se assentarem, escrevo mais em seguida…
(Ficou curioso? Então, assista por aqui: http://tv.campus-party.org)
Repassando…
Prosseguem abertas, até o dia 1º de março, as inscrições de trabalhos para o IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Jornalismo.O evento integra a programação do 13º ENPJ (Encontro Nacional de Professores de Jornalismo), promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo), que acontece de 21 a 23 de abril em Recife (PE), na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), que terá como tema “Ensino de Jornalismo: Novas Diretrizes e Novos Cenários Jurídicos, Profissionais, Tecnológicos e Econômicos”.
Os trabalhos podem ser apresentados nas modalidades de comunicação científica, relato (resumo expandido) e pôster, em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino.
Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site www.fnpj.org.br
Levantamento da Thomson Reuters mostra que a produção científica brasileira ultrapassou a da Rússia. Mais: o crescimento da ciência nacional caminha para superar também a da Índia, podendo assumir o segundo lugar entre os países emergentes em muito pouco tempo. O primeiro lugar é da… China! Naturalmente.
Os dados que apontam essa curva de crescimento estão baseados no comparativo de artigos publicados entre as principais revistas científicas internacionais entre 1990 e 2008. Se antes os cientistas brasileiros publicaram 3,6 mil artigos, agora a marca está além dos 30 mil. O país responde hoje por 2,6% da produção científica mundial e investe perto de 1% do seu PIB. Formou 10 mil novos doutores em 2008, crescimento de dez vezes em vinte anos.
Para se ter uma ideia do que acontece no mundo, os norte-americanos – líderes mundiais – publicam anualmente 332 mil artigos em revistas internacionalmente reconhecidas, o que significa 29% do bolo. É muito? Sim, mas já foi mais. Em 1990, respondiam por 38% da produção de ciência no planeta.
Tem gente comendo o bolo pelas beiradas e não é apenas o Brasil. A China hoje está com 9,9% do total e pode ultrapassar os Estados Unidos em 2020, aponta a Thomson Reuters.
(Mais dados na matéria que a BBC publicou)
Como já adiantei, participo este ano da Campus Party.
Estou entusiasmado e ansioso para o debate “Cibercultura e pesquisas sobre blogs e conversações” ao lado da Sandra Montardo, de André Lemos, do Henrique Antoun e com moderação do Sérgio Amadeu. Havia preparado uma fala mais acadêmica e chatérrima. Ontem, uma vozinha interior me aconselhou a mudar o tom. Revisei meus pontos e espero não fazer ninguém dormir a partir das 14 horas…
Alinhavei duas ou três ideias sobre a pesquisa brasileira sobre blogs e sobre jornalismo, a área em que me sinto mais confortável para falar. Devo comentar um pouquinho do que se vem fazendo em termos de pesquisa mais longas no país em outras áreas também, como na Educação, na Comunicação e em Letras/Linguística/Literatura. Não preparei nenhuma provocação, mas talvez as duas ou três ideias que eu compartilhe na mesa causem alguma reação.
Escrevo mais sobre isso na sequência…
Desde a década de 80 que eu não via uma mobilização artística tão grande em favor de uma causa social. Desde o USA For Africa que gerou o famoso “We are the world”, de Michael Jackson, Quincy Jones e uma constelação pop jamais vista… Desde o famoso clipe que eu não via um esforço tão evidente de cantores, compositores e músicos diversos em torno de uma ajuda internacional… Me refiro ao Hope for Haiti Now, show de duas horas que arrecadou mais de 60 milhões de dólares para a (re)construção do país devastado pelos terremotos das últimas semanas.
O programa foi transmitido por 25 redes de TV, a partir de Los Angeles, e colocou gente famosa como Steven Spielberg para atender doadores na central telefônica do show. Não só: a iniciativa capitaneada por George Clooney e o haitiano Wyclef Jean produziu um crossover também inédito: Bono Vox + Jay-Z + Rihana.
A canção – Haiti Mon Amour – foi especialmente escrita para a ocasião, pode ser comprada pelo iTunes e conferida na apresentação abaixo:
O maior evento de tecnologia do mundo no Brasil começa hoje e vai até o próximo dia 31 de janeiro.
Você duvida que seja o maior? Então, veja alguns números divulgados pela organização:
- 900 pessoas estão há 356 organizando a festa
- são mais de 700 horas de formação (oficinas, cursos e palestras) em diversas áreas
- são mais de 600 palestrantes
- e mais de 850 jornalistas credenciados para cobrir o evento
- quem estiver por lá terá à disposição uma rede de 10 gigas para se conectar
- são mais de 6 mil participantes, sendo mais de mil blogueiros e mais de mil desenvolvedores
- não são participantes apenas do Brasil. Outros 20 países estarão presentes.
E aí? A CampusParty é o maior evento da área ou não?
O Twitter soluçou hoje cedo por conta do novo terremoto no Haiti, mas tudo indica que o sistema se estabilizou. Na torcida para que não tenha havido novas vítimas no país já devastado, informo que a nossa lista de pesquisadores brasileiros da comunicação que estão no Twitter já passou dos 200 contatos!
Sigamos nos interligando. Pois comunicar é unir…
A lista dos pesquisadores brasileiros em comunicação no Twitter, lançada ontem neste blog, está crescendo de forma exponencial. Em pouco tempo, já temos mais de 150 contatos. De Portugal, o colego Pedro Jerónimo fez o mesmo e está incentivando a composição de uma lista análoga, mas com os pesquisadores do lado de lá do Atlântico. Para acompanhar, veja aqui.
Aproveito para agradecer os muitos colegas que têm dado sugestões de inclusão. Como disse antes, este é um projeto de inteligência coletiva, de agregação e disseminação de conteúdos que pretendem ser relevantes e úteis.
A lista que segue não é um manual definitivo, mas apenas um apanhado geral dos pesquisadores brasileiros do campo da Comunicação que têm páginas pessoais no Twitter. Por isso, esta lista está em constante atualização e expansão.
Se você é pesquisador da área e não está aqui, por favor, mande seus dados para que seja incluído. Se conhece alguém que não está relacionado abaixo, faça o mesmo, e me mande um email, sugerindo novas adições.
Já são mais de 250 links!
ABCiber: http://twitter.com/ABCiber
Aberje: http://twitter.com/aberje
Abrapcorp: http://twitter.com/abrapcorp
ABRP: http://twitter.com/abrpsp
Adriana Alves: http://twitter.com/adrianaalves
Adriana Amaral: http://twitter.com/adriamaral
Adriana Omena Santos: http://twitter.com/acomena
Adriana Santana: http://twitter.com/adrianasantana
Adriana Santiago: http://twitter.com/DricaSantiago
Agda Aquino: www.twitter.com/agdaaquino
Alberto Marques: http://twitter.com/alberto_marques
Alec Duarte: http://twitter.com/alecduarte
Alessandra Carvalho: http://twitter.com/alesscar
Alex Primo: http://twitter.com/alexprimo
Alexandre Lenzi: http://twitter.com/alexlenzi
Alexandre Nonato: http://twitter.com/AleNon1978
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