ensino de jornalismo: reflexões

2008 abril 14
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by rogério christofoletti

A dica é de António Granado, a partir de posts nos blogs de Mindy McAdams e Amy Gahran.

Vale a leitura, mas são mais preciosas as indagações que a gente se coloca após tudo isso.

Nada daquilo de que “lá é fácil dizer”.

Nada daquilo de que “isso é pros países desenvolvidos”.

Nada daquilo de que “ih! isso vai demorar”.

Também nada de aceitar posts como profecias miraculosas, dogmáticas.

Já disse outra vez aqui. É preciso sim repensar o ensino de jornalismo. No Brasil,  partir de suas peculiaridades, dos muitos vícios que contaminam a nossa prática e formação. A partir da trajetória curta dessa profissão na ainda construtiva democracia.

A pensar, a pensar, a pensar…

2 Respostas leave one →
  1. 2008 abril 14

    Pensando, pensando, pensado

  2. 2008 abril 18

    É uma batalha homérica. Às vezes até penso que o jornalismo, diante de outros serviços públicos (se é que o jornalismo ainda é serviço e, pior, público), até vai bem. Na real, a gente vê cada situação.

    Depois, lidamos com generalizações, cópias das cópias, gente que não sabe nem raciocinar, dar opinião. Visto na matéria, escrita, a vida até parece legal. O político parece falar corretamente. O argumento do médico, do engenheiro, do empresário, sei lá, parece uma coisa pomposa. Na real, é tudo achismo, aproximação. “Diz aí que vai crescer 10% ao mês, não tem estatística pra isso”.

    E por aí vai. Ninguém sabe de “exatamente” muita coisa. É tudo por aproximação. A gente é que tem o trabalho de caracterizar certezas. Escreve-se cada babaquice, cada porcaria para preencher espaço. Liga o piloto automático pra dar conta das demandas. Tem que salvar da morte pauta que nasce sem cérebro.

    A produção é industrial. O mundo é uma linha de produção, com gente sem tempo, sem saco e sem opinião formada. Atua-se apagando incêndio o tempo todo, sem tranqüilidade. Metade do que é publicado nem é lido. Do que é lido, pouco é compreendido. Desse pouco compreendido, uma migalha faz a diferença na vida da pessoa.

    No fundo, a gente tem que fingir bastante para acreditar no jornalismo, às vezes. Digo, porque cheguei cansado agora de um monte de pautas que não deram certo, um monte de coisa fraca que nem se justifica. Só o estagiário que digita as legendas das fotos de aniversário, casamento e comunhão é mais bem quisto, mais bem lido e acaba prestando um serviço muito mais coletivo que uma cambada de repórteres. Vamos dizer o quê?

    Abraços
    Rogério K.

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