blogosfera policial e direitos humanos para mídia comunitária

3 11 2009

Dois estudos bem interesantes caíram na rede nos últimos dias: um trata de blogs de policiais brasileiros ou com abordagem policial, e outro é uma cartilha sobre direitos humanos para comunicadores comunitários.

Os estudos foram produzidos pela UNESCO, Oboré e Centro de Estudos sobre Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes.

Baixe A Blogosfera Policial no Brasil: do tiro ao Twitter aqui!

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não é descaso não…

14 10 2009

Se você é um dos poucos leitores fiéis deste blog deve ter notado que ele ficou às moscas por alguns diazinhos… Não é descaso não, viu? É absoluta consumição…

Sim, aproveitei o feriado prolongado e fugi com a família. Foram dias ótimos para recarregar as baterias, aprumar a cabeça e voltar a viver com intensidade cada dia. Quando retornei na terça, ontem, fiquei sem contato internético em casa o que quase me deixou louco com o provedor do serviço. Com uma montanha de coisas por fazer e sem comunicação com o mundo exterior, só podia estressar mesmo…

Pois hoje retomei a vida louca, e na medida do possível estou respondendo emails, lendo feeds, e até mesmo fazendo vazar um ou outro tweet. Normalizarei em breve. Inclusive este blog. Tenha dó e paciência…





compacto do chat no ciclo comunicar tecnologia…

6 10 2009

Participei hoje à tarde de um chat no Ciclo Comunicar Tecnologia, que o pessoal do Nós da Comunicação está tão profissionalmente promovendo. Foi uma experiência muito legal. E se você não pôde passar por lá mas ficou curioso, leia um resumo do que rolou… aqui!





chat sobre comunicação digital

6 10 2009

Hoje tem chat no ciclo Comunicar Tecnologia, promovido desde o dia 5 pelo Nós da Comunicação

Estarei por lá a partir das 15 horas.

Vai ter até sorteio de livros…

Venha também!





ciclo discute comunicação e tecnologia

5 10 2009

logo_home1De hoje até dia 13, o Nós da Comunicação promove o ciclo Comunicar Tecnologia, semana temática em que vai focar todas as seções do site para refletir novas tecnologias e procedimentos aplicados à comunicação. Serão promovidos chats com pesquisadores e especialistas, serão publicados artigos e reportagens sobre isso.

Partipo de um chat amanhã, dia 6, às 15 horas.

Se isso te interessou, passe por lá também…





seminário blogs, amostras em vídeo

24 09 2009

Estive muito rapidamente no 3º Seminário de Blogs, Redes Sociais e Comunicação Digital, promovido entre os dias 21 e 22 passados, na Feevale em Novo Hamburgo (RS). Foi um autêntico bate-e-volta, e fiquei menos de 24 horas em solo gaúcho. Foi rápido, mas foi muito divertido e interessante.

Primeiro pela ótima organização do evento e pelos contatos que lá fiz. O pessoal é realmente muito conectado, muito interessado, e conta com um belo núcleo de professores envolvidos com as temáticas da web 2.0. Sandra Montardo, Paula Puhl, Cintia Carvalho e Maria Claro Aquino são pesquisadoras seriíssimas em suas investigações, e divertidíssimas, de alto astral e de bom humor contagiante. A elas agradeço o convite e a recepção.

Em minha rápida estada em Novo Hamburgo, revi ainda Adriana Amaral, Luciana Mielniczuk, Leonardo Foletto, Marco Santuário, Susan Liesenberg, entre tantos outros. Pude conhecer ainda a inteligentíssima Ana Maria Brambilla, o amável bon vivant Diogo Carvalho, o low profile-simpatia André Peccine, e o workaholic Edney Souza, o Interney. Foram horas de aprendizado e de grandes insights.

Se você não pôde ir, dê uma chegadinha na rede social que criaram para o evento, ou veja os videozinhos abaixo…

Ana Maria Brambilla, da PUC-RS

André Peccine, da Google





alarme: redes sociais são perigosíssimas!

11 09 2009

Em 24 horas, deu a louca nas cúpulas de algumas das principais organizações de mídia no país: Globo e Folha de S.Paulo descobriram que as redes sociais, que as mídias sociais são importantes, são perigosas, e por isso, precisam de regras para seus comandados.

No dia 9,a Folha enviou memorando aos seus jornalistas criando regras de conduta para blogs e Twitter. Quem conta é o José Roberto de Toledo, da Abraji. O comunicado interno do jornal foi assinado pela editora-executiva, Eleonora de Lucena. Veja abaixo a íntegra do memorando:

“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do twitter devem lembrar que:

a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;

b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”

No dia seguinte (10), foi a vez da Globo, conforme relata o Lauro Jardim no Radar On-Line:

Estão proibidos, por exemplo, “a divulgação ou comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”.

A emissora endureceu também noutro ponto: só com autorização da Globo seus contratados poderão ter blog, twitter etc. vinculados a outros veículos de comunicação.

Segundo a Globo, o objetivo é proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.

Agora, eu pergunto: será que as cúpulas acham mesmo que conseguirão regrar esse uso? Vão impor o medo nos funcionários? Vão aumentar a audiência e visitação nos blogs e contas de artistas com esse engessamento todo? Se eles acham, sabem muito de mídia, sabem muito de internet, e compreendem completamente o momento que estamos vivendo…





dia dos pais: crônica 4

8 08 2009

Os botões dos bebês (01/09/2004)

Eu acho que bebês deveriam vir ao mundo com alguns opcionais. É, como esses modelos de carro que a gente vê por aí: ar condicionado, vidros elétricos, teto solar, airbag para o carona… Pois, para mim, os bebês poderiam vir equipados com três botões: um que ligasse e desligasse, outro com função Mudo e um terceiro que acionasse o mecanismo autolimpante.

Garanto que se eles viessem com esses opcionais de fábrica, muita gente iria se entusiasmar e produzir mais e mais bebês. Claro que isso acarreta num problema de superpopulação, mas não quero entrar em questões ambientais tão profundas… Na verdade, como qualquer cidadão na média, fico pensando nas facilidades que esses novos bebês trariam à rotina doméstica. Já pensou como seria? Então, imagine: você chega em casa exausto do trabalho, mas louco de saudade de seu filhote. Você beija a esposa, burocraticamente conta como foi o seu dia, assiste o telejornal, dribla a novela e vai brincar com o bebezinho. Brinca, brinca, brinca e cai morto de cansaço. Ele, não. Agora, está mais aceso do que nunca. Quer atenção, quer carinho, quer que você continue com os movimentos ritmados e frenéticos que você mesmo inventou. Seus músculos não suportam mais, mas o bebê quer, faz beicinho, treme o queixo, agita os bracinhos, pende a cabeça. E chora, berrando a plenos pulmões, abalando as estruturas do edifício onde você mora. Se o seu bebê for equipamento com a tecla LIGA, basta que você aperte a bendita e o pequeno tirano se desligará em meio segundo, dobrando-se sobre si mesmo como um boneco. Aí, é só guardar no berço e religar na manhã seguinte.

Mas vamos adiante nesse exercício de imaginação… Você acalentou seu rebento por horas e ele agora dorme um soninho tranqüilo. Você o deposita com o maior dos cuidados no berço, para que ele durma mais confortável e para que você possa assistir à final do campeonato sem estresse. Você o coloca como se fosse uma pluma, vai nas pontas dos pés até a sala e liga a tv com o volume no primeiro tracinho. Meio segundo depois, ele acorda aos berros, chorando a plenos pulmões, desestabilizando qualquer monge budista e aniquilando qualquer pretensão de ver pelo menos o segundo tempo da partida. Se você for um cara sortudo, e seu bebê tiver uma tecla MUDO, basta acioná-la. Para desencargos de consciência, você até pode trazê-lo para a sala e sentá-lo ao seu lado no sofá, diante das cervejas e da telinha. Ele se esgoelará, mas tudo em silêncio. Mexerá os bracinhos, puxará os próprios cabelinhos, ficará roxo, mas tudo no mais perfeito mutismo.

Terceira situação hipotética: você já acordou mais cedo, tomou seu banho, colocou a melhor roupa, já que é dia de reunião. Preparou o café para a patroa, está feliz. Só falta mesmo trocar o bebê, que está um pouco agitadinho e parece estar recheado com algo. Você conversa com a criança, mas ela não te dá ouvidos e solta um jato quente, amarelo e que mancha na sua camisa. Você pensa em soltar um palavrão, mas não é o momento de introduzir seu bebê no reino da má-educação. Você se contente com um gemido, um muxoxo apenas. Bem, você terá que se trocar novamente, irá se atrasar e seu humor já não é mais o mesmo. Tudo poderia ser evitado se o seu bebê fosse equipado com um botão autolimpante. Isso jamais estragaria uma manhã sua ou do alegre casal que há pouco ganhou um bebezinho…

Mas, convenhamos, a realidade é outra e os bebês não vêm com botões. Seria divertido se isso acontecesse, mas os modelos chegam às maternidades na modalidade básica, sem acessórios. Eu até convivo muito bem sem essa parafernália toda. Mas bem que trocaria os três botões por uma única tecla: a SAP. Com ela, eu não precisaria das demais. Afinal, meu filho balbuciaria que está com fome, que precisa ser trocado, que está com dorzinha de barriga ou mesmo que quer mais atenção. Com a tecla SAP, ele olharia para mim e, entre os esgarçar de um sorriso e outro, deixaria escapar qualquer eu-te-amo-papai…





miles davis vira trilha de videogame

31 07 2009

miles_pixelFaz 50 anos que surgiu um dos discos mais celebrados do Jazz: Kind of Blue. Um disco sensível, único, sensacional, com músicos como Miles Davis e John Coltrane.
É lindo de ouvir, já falei disso. Adoro jazz, mas não sou purista. Por isso é que não torci o nariz para a notícia de que o mítico disco estaria virando trilha sonora de videogame retrô.

Foi Miles quem me mostrou que não vale a pena ser purista, e que é preciso se reinventar a cada dia, a qualquer momento. A trajetória musical de Miles Davis mostra isso. Ele tocou bebop com Charlie Parker e Cia; depois, inventou o cool jazz; depois, veio o free jazz, o fusion, etc. etc. Miles é um cara que tocou todos os standards, todos os clássicos, mas tocou Cindy Lauper e tocou a trilha de abertura do Homem-Aranha… Era um camaleão, com voz de lagarto, sopro poderoso, dedos com mil articulações pressionando os pistos de seu trompete. A figura altiva, os olhos esbugalhados, as roupas fosforescentes, os cabelos revoltos, tudo isso e mais as lendas que o acompanharam fizeram dele um mito.

Uma historinha para terminar este post:

Certa vez, Miles Davis foi convidado para uma recepção na Casa Branca. Lá, havia políticos, empresários, artistas, e uma fauna variada. Uma socialite se aproximou do negro vestido com elegância e perguntou num misto de nojo e curiosidade: “Afinal, o que o senhor faz aqui?” Miles respondeu com tranquilidade assombrosa: “Estou aqui porque mudei o panorama da música mundial duas ou três vezes”.

Sem exageros, Miles não mentiu.





blogs, redes sociais e comunicação digital: um evento na feevale

31 07 2009

logo

Estão abertas as inscrições para o 3o. Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital.
O evento acontece nos dias 21 e 22 de setembro de 2009, na Feevale, em Novo Hamburgo, RS.

A proposta do seminário é abordar a influência das redes sociais na web na comunicação digital a fim de promover a compreensão deste cenário para que se possa agir nele de forma eficaz.

O 3º Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital vincula-se ao Projeto “Comunicação Corporativa e Conteúdo Gerado pelo Consumidor: desafios e tendências” (CNPq), que faz parte do Grupo de Pesquisa em Comunicação e Cultura, desenvolvido no Centro Universitário Feevale.

Programação (sujeita a alterações):

21/09/2009 – Segunda-feira
17h30min – Abertura Oficial
18h30min às 19h30min – Painel: Blogs e Jornalismo Colaborativo
Ministrantes: Ana Brambilla (PUCRS), Diogo Carvalho (Blog Destemperados) e Rogério Christofoletti (UFSC)
20h às 22h30min – Palestra: Promoção e relacionamento online
Ministrantes: Edney Souza (Interney)  e André Pecini (Google)

22/09 – Terça-feira
14h às 17h – GT’s (Grupos de Trabalho)
- Redes Sociais na Web -  Comunicação mediada por computador nas ferramentas da Web 2.0 (blogs, microblogs, fotologs, videologs, sites de compartilhamento de vídeos, músicas e fotos, podcasts, videocasts, comunicadores instantâneos, plataformas de redes sociais de relacionamento) em sua interface com as redes sociais de relacionamento; Jogos Digitais e relacionamento on-line.
- Conteúdo na Comunicação Digital – Jornalismo on-line; jornalismo cidadão; plataformas colaborativas; plataformas open source; produção, compartilhamento, organização e busca de conteúdo (folksonomia, ferramentas de busca e web semântica); Jogos digitais como produção, compartilhamento e distribuição de conteúdo.
- Comunicação Digital Corporativa – Comunicação organizacional na web; Web 2.0 e a Opinião Pública; Ações de web marketing na Web 2.0; Publicidade on-line; Web Design; Advergames; Jogos digitais como estratégia de marketing na Web.

14h às 17h – Oficinas
Oficina 1: TV na internet (Justin.TV, Youtube, entre outros)
Ministrante: André Pase (PUCRS)
Oficina 2: Como se tornar um formador de preferência a partir das redes sociais (Blogs, Twitter, Facebook e outros)
Ministrante: Arnoldo Barroso Benkenstein (Feevale)
Oficina 3: Plataformas de Música online
Ministrante: Adriana Amaral (UTP)

18h – Plenária

19h – Encerramento Oficial

Datas importantes:
Inscrições: 30 de julho a 20 de setembro de 2009
Submissões de resumos: 30 de julho a 15 de agosto de 2009 (*)
Divulgação dos aceites: 20 de agosto de 2009

* Os resumos devem ter entre 900 e 2500 caracteres com espaços e conter os elementos a seguir especificados (não necessariamente nesta ordem): tema, justificativa, objetivos, metodologia, resultados parciais e/ou finais, considerações finais e palavras-chave (mínimo três e máximo cinco palavras).

Inscrições e mais detalhes em http://www.feevale.br/seminarioblogs

Regulamento AQUI!





ética e certificação de blogs e sites

31 07 2009

A dica é rápida e ligeira: Alex Gamela reproduz entrevista que deu a uma acadêmica onde discute a idéia de certificação de qualidade para sites e blogs, bem como um selo de ética online. Vale ler e pensar sobre…





literatura e redes sociais

28 06 2009

A literatura é mesmo um rio. Não dá pra aprisionar. Você estanca, ela busca formas de se desviar dos entraves. Você tenta deter as águas, mas ela contorna, se espessa, rompe e se espalha.

Esta semana, vi que dois dos caras mais conectados que conheço estão fazendo vazar suas prosas pelas redes sociais. Fernando Arteche começou a publicar trechos de um “suposto livro” na forma de posts em seu blog, Os trabalhos e os dias. André Lemos anunciou que vai adaptar um livro inacabado -  chamado “Reviravolta” – para o twitter. Ele mesmo conta: “História de viagem, na e fora da rede. Posts todo sábado, com o marcador &. Para seguir é so apontar para http://twitter.com/andrelemos

A literatura é mesmo um rio…





uma entrevista com raquel recuero

13 06 2009

raquel2Raquel Recuero é um dos principais nomes brasileiros na pesquisa sobre redes sociais. Recentemente, lançou o livro “Redes Sociais na Internet”, que deve se tornar uma referência obrigatória para aqueles que se interessam pelo assunto. O livro pode ser encontrado nas livrarias e num site especialmente criado para o seu download. Na entrevista a seguir, Raquel fala um pouco mais sobre o tema. Confira…

Seu livro chega às bancas agora, justamente num momento em que as redes sociais são mais faladas do que nunca. Até mesmo os mais resistentes têm aderido a elas, como é o caso dos poderes centrais, dos governos. Esta semana, por exemplo, o Ministério do Trabalho e Emprego “entrou” no Twitter, e já está no Orkut desde o ano passado. De que maneira, os governos podem se valer das redes sociais? E como o cidadão pode se beneficiar com isso?
Penso que esses espaços na Internet contêm o potencial de ser extremamente democráticos, pois permitem um contato mais direto entre os governos e instituições e os cidadãos. Claro que isso depende do modo como o espaço é usado, mas de um modo geral, acho que essas redes podem prover espaços de debate e feedback para os cidadãos e espaços de informação e debate direto com a sociedade para os governos.

Você atua num programa de mestrado na área de Letras, um campo essencialmente ligado à Educação. Como as redes sociais podem contribuir para os avanços educacionais, em especial na realidade brasileira?
O espaços sociais que temos na rede auxiliam em um processo de comunicação mais amplo, tanto nos aspectos informativos (acesso à notícias, informações, serviços e etc.) quanto naqueles conversacionais (debates, discussões, etc.). Assim, também são espaço potenciais para a educação e o espírito crítico. Do meu ponto de vista, ainda fazemos um uso muito modesto das tecnologias na educação. Claro, é necessário um cuidado na exposição e na construção desses processos, mas poderíamos usar mais os sistemas que já existem em sala de aula. Se tu olhares para o Orkut, por exemplo, vais ver que ali há exemplos da cultura de toda a sociedade brasileira. Há pessoas em lugares menos favorecidos que estão lá, com seus perfis, suas comunidades, suas percepções culturais. Há uma quantidade expressiva de jovens e adolescentes que usam o sistema.  As pessoas vão construindo uma cultura ali, vão incorporando aqueles signos no seu dia a dia. No entanto, insistimos em ignorar essas práticas, focando sistemas “idealizados” para a educação e a chamada inclusão digital, que muitas vezes não refletem a experiência, os interesses e apropriações das pessoas. Penso que é preciso pensar a educação como espírito crítico e apropriação *a partir* dessas práticas.

No início deste ano, você lançou junto com Adriana Amaral e Sandra Montardo o livro “Blogs.com”, em formato de e-book e rapidamente absorvido pelos leitores brasileiros como uma importante sistematização da produção científica nacional sobre o tema. “Redes Sociais na internet” é seu primeiro livro autoral, embora você seja uma pesquisadora bastante produtiva. Ele não é propriamente a adaptação de sua tese de doutorado, não é mesmo? E por que você resistiu em lançar a tese antes?
É em parte uma adaptação da minha tese, em parte uma aplicação dela. O fato de não ter sido lançado antes foi menos por escolha e mais pelo tempo para adaptar aquilo que eu tinha escrito e as minhas pesquisas posteriores. A tese, em si, é meio “pesada”, tem muitos dados, muitas coisas que não entraram no livro para deixá-lo mais acessível. Claro que todo esse processo exigiu uma adaptação maior e um tempo maior para conseguir terminá-lo. :-)

Pode-se notar que o Brasil vem criando um núcleo bem consistente de pesquisadores sobre cibercultura. Os esforços podem ser sentidos em diversos pólos regionais, como a Bahia e o Rio Grande do Sul. Que avaliação você faz desse cenário em construção? E como situa a produção científica brasileira nessa área?
Eu acho que é muito importante que a gente entenda como a sociedade brasileira vem apropriando o ciberespaço e vem criando novas práticas de identidade, participação e discussão. Essas práticas vão impactar a nossa sociedade offline cada vez mais fortemente. Por conta disso, acho extremamente saudável que novos grupos comecem a discutir essas questões, a pensá-las e a focar sua produção nessa compreensão. Quanto mais soubermos sobre esses impactos, melhor proveito poderemos tirar deles para a própria sociedade e melhor conseguiremos minimizar seus aspectos negativos. Espero assim que, no futuro, tenhamos mais grupos pesquisando essas questões em mais universidades e regiões do Brasil. :-)

obamanofacebookPessoalmente, tenho a impressão de que os pesquisadores que estudam tecnologia e interfaces tecnológicas têm desafios sobressalentes no seu trabalho. Não apenas pela complexidade de seus objetos, mas pela fugacidade e volatilidade de temas e preocupações. Parece que esses cientistas estão sempre tentando trocar o pneu de um carro em movimento. Isso é só uma impressão minha? Ou ampliando: que outros desafios se apresentam para quem pesquisa tecnologia?
Hahahahaha Acho que é uma ótima analogia, mas penso que é o desafio de todo o cientista social. A sociedade é mutante, está sempre re-significando os processos culturais. É preciso ter claro que quase sempre temos, como resultado, um “retrato”de um determinado grupo em um determinado momento. Mas uma seqüência de imagens estáticas também pode ajudar a entender melhor a dinâmica, o movimento desses grupos. Por isso acho muito importante a continuidade dos estudos, sua comparação com outros trabalhos e sobretudo, o debate. São grandes desafios, precisamos de mais incentivo e mais pesquisadores para poder dar conta deles, especialmente em um país continental como o Brasil.

Já há uma agenda de lançamentos de “Redes Sociais na Internet”? E mais: após esse livro, quais são seus próximos estudos e projetos?
Estou trabalhando em um projeto com mais duas pesquisadoras, a Adriana Amaral e a Suely Fragoso em um livro focado em métodos de pesquisa para dados do ciberespaço. E estou também trabalhando em um projeto de estudo da conversação mediada pelo computador, tentando entender como a língua é utilizada e mudada no ciberespaço e como isso reflete os aspectos sociais da apropriação. Acho que são esses os atuais. :-)





vôo 447: as certezas de jobim

6 06 2009

Frank Maia arrebenta!!

jobim





4 anos de monitorando, 1000 posts e algumas histórias

20 05 2009

Hoje, este espaço completa quatro anos de existência, sendo a metade deles no WordPress. Ao mesmo em que isso acontece, percebo que este é o milésimo post por aqui. Essas duas marcas ajudam a compor um momento especial para mim, pois é na condição de blogueiro que tenho tido a oportunidade de me comunicar com mais gente, conhecer outras realidades e ampliar o horizonte dos meus interesses.

Quem é blogueiro sabe que manter decentemente um espaço na internet é como ter uma microempresa, um pequeno filho ou mesmo um cachorro bem carente. Tem que alimentá-lo bem, zelar pela sua integridade, gerenciar com quem ele se relaciona, enfim, cuidar. Blogueiro não é quem cria, mas quem cuida, quem cultiva.

Refiro-me a blogueiros sem financiamento ou remuneração, como eu. No mundo do trabalho, chamariam de amadores, muito embora seja uma grande contradição alguém ser um blogueiro profissional. Os blogs e outras traquitanas tecnológicas pós-internet bagunçaram nossas noções mais primitivas de trabalho, de rotina produtiva, de fluxo informativo, de hierarquia no processo da comunicação, e por aí vai. O blogueiro se guia por uma ética hacker – na acepção de Pekka Himanen, o antropólogo que estudou as comunidades de nerds e constatou que “hacker” não é um palavrão. Em geral, blogueiros são diletantes, generosos, vivem em bandos, mesmo que separados por fios e distâncias abissais. Blogueiros não são seres tecnológicos, são pessoas que se valem da tecnologia para viver (ou quem sabe ser) melhor. Como o surfista que se aproveita da prancha para conhecer o mar…

Por isso, agradeço aos leitores deste espaço e principalmente aqueles que foram meus interlocutores, deixando comentários, indicando links, retificando equívocos… Desde maio de 2007, contabilizei aqui mais de 134 mil visitas, pouco se comparado aos campeões de audiência, mas muito aquém do eu jamais pudesse esperar. Ainda em termos estatísticos, o monitorando.wordpress registrou mais de 1500 comentários neste tempo. O dia em que tivemos mais visitas – 2146!! – foi o 26 de novembro de 2008, quando passei a deixar por aqui relatos das enchentes que destruíram boa parte do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, de onde irradiamos nosso sinal. Trágicos, aqueles dias de novembro mostraram – como com o Katrina, nos EUA – a força da blogosfera e o quanto a tecnologia pode ajudar a unir pessoas e vidas.

Com quatro anos de blog, tivemos alguns layouts, e só aqui no WordPress foram quatro até agora: NeoSapien, Digg 3 Column, Conections e Cutline. Porque mil posts são também uma marca, o Monitorando passa por mais uma cirurgia plástica e passa a adotar o template Freshy, de Jide.

Por isso, entre e fique à vontade. Obrigado pela sua sempre bem vinda visita. Se gostou, indique aos amigos. Se não gostou do blog, ótimo! Indique então aos inimigos…





5 links pra pensar o ensino e o jornalismo

18 04 2009

Como estamos em pleno Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, remexo as gavetas aqui e encontro cinco links que podem ser inspiradores a todos que se preocupam com a qualidade do ensino de Jornalismo, ou da educação em geral…

Em tempos de crise, colunista questiona papel da universidade na formação de jornalistas

Será que as escolas de Jornalismo pegaram o caminho errado?

É a hora de fechar as escolas de Jornalismo?

Literacias e letramentos para o século 21

A importância da presença física na educação





7 links que acabo de encontrar na gaveta

8 04 2009

Você arruma um tempinho e começa a organizar as coisas na mesa, no computador, na cabeça. Descobre coisas muito boas que arquivou e esqueceu. Por isso, listo a seguir sete links que não são totalmente atuais, mas têm sua importância e utilidade. Siga!





uma dissertação sobre blogs e professores

12 03 2009

Minha orientanda Juliane Regina Guedes defende a sua dissertação de mestrado hoje, 12 de março, no Mestrado em Educação da Univali. O trabalho tem como título “Entre o diário virtual e o diário de classe: traços de identidade profissional de professores na blogosfera”, e faz uma análise de blogs de professores brasileiros.

A defesa está marcada para as 13h30, e teremos na banca a professora Marilda Behrens (PUC-PR) e a professora Solange Puntel Mostafa (Univali). Estou satisfeito e orgulhoso!

Uma síntese do trabalho de Juliane pode ser conferida no vídeo abaixo:





livro sobre blogs: prontinho pra baixar

20 01 2009

Agora, sim!!!

Aqui: http://www.sobreblogs.com.br





as últimas do pedro dória

16 01 2009

Pedro Dória não pára quieto. O primeiro repórter-blogueiro do Brasil e responsável por projetos como o NoMínimo acaba de lançar As últimas, um agregador de blogs, sites e outras traquitanas online em português e voltado para quem quer se informar sobre o Brasil.

Correspondente internacional, ele se ressentia das dificuldades de acompanhar a vida aqui pela rede. Sempre deu muito trabalho e dependeu de disciplina, ele conta. Com isso, decidiu facilitar a vida e criar um agregador do tipo AllTop, como ele mesmo declara a inspiração.

Inicialmente, Dória disponibilizou três páginas: Política Brasileira, Política Internacional e Futebol. Vêm aí Mídia e Humor, e quem sabe algo mais.

Embora As últimas junte blogs verdadeiros com blogs que não são bem lá isso (mas colunas apenas vertidas ao online), a iniciativa é muito, muito bem vinda.