conferência estadual de comunicação: inscrições

12 11 2009

prev_MAT_111438cartaz_1conecomSC_webTerminam hoje as inscrições para a etapa estadual da Conferência de Comunicação.

O evento acontece neste final de semana: dias 14 e 15 de novembro, sábado e domingo, na Assembleia Legislativa de SC, Florianópolis.

Qualquer pessoa pode participar. É simples, fácil e de graça, veja aqui.
A programação pode ser conferida neste link.





os professores e os mestres

15 10 2009

Sim, hoje é o dia dos professores. Data em que é difícil desviar de reportagens e abordagens que fujam do lugar-comum. E são dois basicamente: as homenagens e “o pouco a comemorar…” neste dia. Isso cansa, sabe?

Sou de família de professores. Minha é professora, tenho irmão e sogra que lecionam. Duas cunhadas também dão aulas. Tenho outro irmão que trabalha com educação, e tios e tias ligados ao ramo. Então, meu cotidiano sempre foi permeado por essa fauna estranha, curiosa, interessante e envolvente que sãos professores. Mas a gente não aprende só na escola. Aliás, é na sala de aula que a gente descobre que há professores e mestres. Os primeiros são importantes, cotidianos, ordinários, necessários. Já os mestres são mais raros, mais influentes, menos necessários, mas mais decisivos em nossas vidas. Continuo encontrando mestres por aí, por onde quer que eu ande. Mas alguns eu trago comigo: dona Ângela – a professora do “parquinho” -, dona Regina - a mestra dedicada -, Manoel – uma influência e um exemplo -, Fulanetti – a mística de um bom orador -, Pedro - uma admiração e uma amizade -, dona Marlene – que ensina a viver até hoje…

Mais importante que homenagear é reconhecer.





qualidade de ensino: como é a sua escola?

31 08 2009

Você se preocupa com o ensino que tem? Fica em cima pra ver se a instituição tem infraestrutura, se tem bons professores, se a organização curricular é atual e articulada?

Pois só hoje saíram dois rankings que podem dar uma dimensão de como está a sua universidade.

1. Neste aqui, estão listadas as 6 mil melhores universidades do mundo. Veja matéria no UOL aqui. O site da pesquisa está aqui.

2. O Ministério da Educação divulgou o seu ranking de melhores instituições com base no IGC, o Índice Geral de Cursos. Veja aqui.

Se você comparar as listas, verá coincidências e distorções. Mas já é uma referência…





em defesa do estudo das mídias

28 08 2009

O professor David Buckingham, do Instituto de Educação da London University, escreve hoje no The Guardian convidando a  um debate: como se deve ensinar para as mídias atualmente? Ao mesmo tempo em que propõe, o autor de Beyond Technology: Children’s Learning in the Age of Digital Media faz uma defesa da necessidade de se estudar e pesquisar mais as novas formas de entretenimento, diversão e informação. Preconceitos, o senso comum e ignorância devem ser deixados de lado…

Seu artigo num dois mais prestigiados jornais britânicos é publicado num momento em que pais, alunos e escolas discutem a melhor maneira de oferecer conteúdos com os quais os estudantes têm acesso e contato mesmo antes de entrar em sala de aula. O Reino Unido tradicionalmente tem preocupações claras quando o assunto é comunicação e tem há décadas políticas públicas evidentes de como os meios educacionais se inserem neste contexto. Vale a leitura do artigo de Buckingham (peguei a dica no Ponto Media)





educação em diferentes contextos

5 08 2009

Acabo de colocar na rede o Volume 9 nº 2 da Contrapontos, o periódico científico do Mestrado em Educação da Univali (SC, Brasil). A revista é classificada como publicação B2 no Qualis/Capes, é quadrimestral e teve como eixo temático nesta edição “A educação em diferentes”.

Veja o sumário:

Vol. 9, No 2 (2009)
Educação em Diferentes Contextos
Maio – Agosto de 2009
ISSN: 1984-7114 (novo! Versão eletrônica)

Editorial: Educação em diferentes contextos

A formação de professores e a teoria sociológica de Pierre Bourdieu: interface possível para pesquisas em Educação – Cristina Carta Cardoso de Medeiros

Tensão entre a vulgarização e a erudição – Altair Alberto Fávero, Carme Regina Schons

As relações existentes entre a educação e a complexidade na sociedade globalizada: impactos para a formação do leitor crítico – Renata Araújo Jatobá de Oliveira, Janssen Felipe da Silva

Um estudo sobre o trabalho pedagógico de professores das EJA – Emmanuel Ribeiro Cunha

A Educação Bioética no Ensino Fundamental: um estudo a partir da LDB e dos PCNs – Maria Isabel Alves Dumaresq, Margareth Rose Priel, Margaréte May Berkenbrock Rosito

A experimentação animal na Universidade Federal de Goiás: elementos para uma abordagem crítica – Thales A Tréz, Priscila Camargo Reis

Gênero e Educação: delimitação de espaços e construção de estereótipos – Carolina Riente Andrade, Amon Narciso Barros

Reflexões Acadêmicas
A Sustentabilidade No Ensino Superior Brasileiro: alguns elementos a partir da prática de educação ambiental na Universidade
– Fatima Elizabeti Marcomin, Alberto Dias Silva

Seção do Professor
Inclusion: Still an Evolving Term from an International Perspective
– Lilia Dibello

Resenhas
Escola Analógica – Cabeças Digitais: O cotidiano escolar frente às Tecnologias Midiáticas de Informação e Comunicação
- Maria Lucia de Amorim Soares

Entrevistas
Entrevista com o professor Kurt Meredith





jornalismo de políticas públicas, um curso

20 07 2009

Estão abertas as inscrições para o curso “Jornalismo de Políticas Públicas Sociais”, promovido pela UFRJ e ANDI. A realização é do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência (NETCCON), da Federal do Rio, e o prazo de inscrição termina em 27 de julho.

O curso é gratuito e fornece certificado. Começa em 3 de agosto, sempre às segundas-feiras pela manhã.

As inscrições pelo link:
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHB2TXBxcU9wa09GSFQwYWVEWS1uY2c6MA





educação brasileira, um diagnóstico

4 07 2009

Mario Sergio CortellaUma das entrevistas mais lúcidas que li nas últimas semanas está na edição de junho da revista Fórum. O filósofo Mario Sergio Cortella faz uma análise ponderada, aprofundada e certeira da evolução da educação no Brasil. Sua leitura mescla política, projeto econômico, história e realinhamento de forças na sociedade.
Cortella cita Darcy Ribeiro para quem a educação nacional não vive crise, mas realiza um projeto.

Destaco um trecho:

“A ditadura agudizou a crise da educação no Brasil? Sem dúvida, mas não por ser uma ditadura em si, mas porque fez um projeto capitalista com as elites. Juntar elite predatória, classe política canalha e classes médias acovardadas é uma receita muito boa para se criar uma condição econômica privilegiada e uma da educação que é de miserabilidade”.

Na entrevista, Cortella não se faz de rogado e dá nome aos bois quando avalia as políticas educacionais brasileira e paulistana dos últimos 15 anos. Com elegância e erudição características, o filósofo convida a pensar sobre os papéis da escola e da família, sobre a derrocada da função do professor e sobre a necessidade de fazer da educação um projeto prioritário de nação. Imperdível!!

A revista Fórum é dirigida pelo competente e insistente Renato Rovai.





mídia-educação: 10 cartilhas de graça

15 06 2009

Ontem, separei aqui cinco e-books organizados pelo Monitor de Mídia desde 2001. Mas existem outros materiais que podem servir para fins mais imediatos, como o conjunto de cartilhas Diálogos de Mídia e Educação, produzidos pelas professoras Laura Seligman e Valquíria John, ambas jornalistas e mestres em Educação, e pesquisadoras do Monitor.

Produzidas deliberadamente numa linguagem clara e fácil, as cartilhas têm o propósito de auxiliar docentes de diversos níveis a conduzir suas classes a uma leitura mais crítica e ampla dos meios de comunicação.

Confira!

Diálogos de Mídia e Educação nº 1 – Por que educar para a mídia?
10 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixe já!

Diálogos de Mídia e Educação nº 2 – O jornal impresso
9 páginas
Tamanho do arquivo: 500 Kb – Baixe já!

Diálogos de Mídia e Educação nº 3 – A revista
12 páginas
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Diálogos de Mídia e Educação nº 4 – O rádio
10 páginas
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Diálogos de Mídia e Educação nº 5 – A televisão
12 páginas
Tamanho do arquivo: 208 Kb – Baixe já!

Diálogos de Mídia e Educação nº 6 – O cinema
11 páginas
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Diálogos de Mídia e Educação nº 7 – A fotografia
9 páginas
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Diálogos de Mídia e Educação nº 8 – A publicidade
10 páginas
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Diálogos de Mídia e Educação nº 9 – A internet
9 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixe já!

Diálogos de Mídia e Educação nº 10 – Exercícios
11 páginas
Tamanho do arquivo: 1,1 Mega – Baixe já!





uma entrevista com raquel recuero

13 06 2009

raquel2Raquel Recuero é um dos principais nomes brasileiros na pesquisa sobre redes sociais. Recentemente, lançou o livro “Redes Sociais na Internet”, que deve se tornar uma referência obrigatória para aqueles que se interessam pelo assunto. O livro pode ser encontrado nas livrarias e num site especialmente criado para o seu download. Na entrevista a seguir, Raquel fala um pouco mais sobre o tema. Confira…

Seu livro chega às bancas agora, justamente num momento em que as redes sociais são mais faladas do que nunca. Até mesmo os mais resistentes têm aderido a elas, como é o caso dos poderes centrais, dos governos. Esta semana, por exemplo, o Ministério do Trabalho e Emprego “entrou” no Twitter, e já está no Orkut desde o ano passado. De que maneira, os governos podem se valer das redes sociais? E como o cidadão pode se beneficiar com isso?
Penso que esses espaços na Internet contêm o potencial de ser extremamente democráticos, pois permitem um contato mais direto entre os governos e instituições e os cidadãos. Claro que isso depende do modo como o espaço é usado, mas de um modo geral, acho que essas redes podem prover espaços de debate e feedback para os cidadãos e espaços de informação e debate direto com a sociedade para os governos.

Você atua num programa de mestrado na área de Letras, um campo essencialmente ligado à Educação. Como as redes sociais podem contribuir para os avanços educacionais, em especial na realidade brasileira?
O espaços sociais que temos na rede auxiliam em um processo de comunicação mais amplo, tanto nos aspectos informativos (acesso à notícias, informações, serviços e etc.) quanto naqueles conversacionais (debates, discussões, etc.). Assim, também são espaço potenciais para a educação e o espírito crítico. Do meu ponto de vista, ainda fazemos um uso muito modesto das tecnologias na educação. Claro, é necessário um cuidado na exposição e na construção desses processos, mas poderíamos usar mais os sistemas que já existem em sala de aula. Se tu olhares para o Orkut, por exemplo, vais ver que ali há exemplos da cultura de toda a sociedade brasileira. Há pessoas em lugares menos favorecidos que estão lá, com seus perfis, suas comunidades, suas percepções culturais. Há uma quantidade expressiva de jovens e adolescentes que usam o sistema.  As pessoas vão construindo uma cultura ali, vão incorporando aqueles signos no seu dia a dia. No entanto, insistimos em ignorar essas práticas, focando sistemas “idealizados” para a educação e a chamada inclusão digital, que muitas vezes não refletem a experiência, os interesses e apropriações das pessoas. Penso que é preciso pensar a educação como espírito crítico e apropriação *a partir* dessas práticas.

No início deste ano, você lançou junto com Adriana Amaral e Sandra Montardo o livro “Blogs.com”, em formato de e-book e rapidamente absorvido pelos leitores brasileiros como uma importante sistematização da produção científica nacional sobre o tema. “Redes Sociais na internet” é seu primeiro livro autoral, embora você seja uma pesquisadora bastante produtiva. Ele não é propriamente a adaptação de sua tese de doutorado, não é mesmo? E por que você resistiu em lançar a tese antes?
É em parte uma adaptação da minha tese, em parte uma aplicação dela. O fato de não ter sido lançado antes foi menos por escolha e mais pelo tempo para adaptar aquilo que eu tinha escrito e as minhas pesquisas posteriores. A tese, em si, é meio “pesada”, tem muitos dados, muitas coisas que não entraram no livro para deixá-lo mais acessível. Claro que todo esse processo exigiu uma adaptação maior e um tempo maior para conseguir terminá-lo. :-)

Pode-se notar que o Brasil vem criando um núcleo bem consistente de pesquisadores sobre cibercultura. Os esforços podem ser sentidos em diversos pólos regionais, como a Bahia e o Rio Grande do Sul. Que avaliação você faz desse cenário em construção? E como situa a produção científica brasileira nessa área?
Eu acho que é muito importante que a gente entenda como a sociedade brasileira vem apropriando o ciberespaço e vem criando novas práticas de identidade, participação e discussão. Essas práticas vão impactar a nossa sociedade offline cada vez mais fortemente. Por conta disso, acho extremamente saudável que novos grupos comecem a discutir essas questões, a pensá-las e a focar sua produção nessa compreensão. Quanto mais soubermos sobre esses impactos, melhor proveito poderemos tirar deles para a própria sociedade e melhor conseguiremos minimizar seus aspectos negativos. Espero assim que, no futuro, tenhamos mais grupos pesquisando essas questões em mais universidades e regiões do Brasil. :-)

obamanofacebookPessoalmente, tenho a impressão de que os pesquisadores que estudam tecnologia e interfaces tecnológicas têm desafios sobressalentes no seu trabalho. Não apenas pela complexidade de seus objetos, mas pela fugacidade e volatilidade de temas e preocupações. Parece que esses cientistas estão sempre tentando trocar o pneu de um carro em movimento. Isso é só uma impressão minha? Ou ampliando: que outros desafios se apresentam para quem pesquisa tecnologia?
Hahahahaha Acho que é uma ótima analogia, mas penso que é o desafio de todo o cientista social. A sociedade é mutante, está sempre re-significando os processos culturais. É preciso ter claro que quase sempre temos, como resultado, um “retrato”de um determinado grupo em um determinado momento. Mas uma seqüência de imagens estáticas também pode ajudar a entender melhor a dinâmica, o movimento desses grupos. Por isso acho muito importante a continuidade dos estudos, sua comparação com outros trabalhos e sobretudo, o debate. São grandes desafios, precisamos de mais incentivo e mais pesquisadores para poder dar conta deles, especialmente em um país continental como o Brasil.

Já há uma agenda de lançamentos de “Redes Sociais na Internet”? E mais: após esse livro, quais são seus próximos estudos e projetos?
Estou trabalhando em um projeto com mais duas pesquisadoras, a Adriana Amaral e a Suely Fragoso em um livro focado em métodos de pesquisa para dados do ciberespaço. E estou também trabalhando em um projeto de estudo da conversação mediada pelo computador, tentando entender como a língua é utilizada e mudada no ciberespaço e como isso reflete os aspectos sociais da apropriação. Acho que são esses os atuais. :-)





sbpjor lança edição 2009 de seu prêmio de pesquisa em jornalismo

24 05 2009

logosbpjor
A partir de 1º de junho, estarão abertas as inscrições para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é voltada para trabalhos elaborados durante o ano de 2008 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é destinada a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo. Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

As inscrições vão a 10 de agosto, e os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores receberão seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro, na cidade de São Paulo.

Leia o regulamento aqui.

Os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br





comissão das diretrizes pode ouvir notáveis

12 05 2009

Miriam de Abreu, do Comunique-se, informa que a comissão designada pelo MEC para reformar as diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo pode se estender além das audiências públicas que se encerram na próxima semana…

A Comissão do Ministério da Educação formada para discutir as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo avalia a possibilidade de ouvir nomes notáveis da área, como autores e jornalistas. O objetivo é colher o máximo de posições e perspectivas para que se possa apresentar ao MEC uma proposta consistente. O grupo deve conversar individualmente com essas pessoas, cujos nomes ainda não estão definidos.

As audiências públicas realizadas pela Comissão estão chegando ao fim. Os especialistas que fazem parte do grupo se reúnem na próxima segunda-feira (18/05) em São Paulo com segmentos da sociedade civil, movimentos sociais e organizações não-governamentais para ouvir suas sugestões.

Na agenda do MEC, consta que no dia 03/06 a Comissão vai avaliar todas as propostas oriundas dessas audiências e também das contribuições que chegaram por e-mail. Não se sabe ainda se o cronograma vai mudar, já que o grupo não decidiu se vai ou não ouvir individualmente nomes reconhecidos da área.

Em conversa com o Comunique-se em abril, o presidente da Comissão, José Marques de Mello, fez questão de enfatizar que o objetivo do grupo é garantir “a liberdade curricular nas universidades e estabelecer diretrizes que não sejam uma camisa de força. Vamos respeitar as diversidades regionais, não queremos um tipo de jornalismo chapado. Defendemos uma formação básica genérica e unificada, mas cada curso deve procurar uma vocação”.

Outra proposta que vai ser avaliada pela Comissão é a da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) sobre a realização de um novo encontro depois de 18/05 para a apresentação da conclusão do resultado final do trabalho dos especialistas que integram o grupo.

A próxima audiência será realizada das 9h às 12h, na OAB-SP.





5 links pra pensar o ensino e o jornalismo

18 04 2009

Como estamos em pleno Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, remexo as gavetas aqui e encontro cinco links que podem ser inspiradores a todos que se preocupam com a qualidade do ensino de Jornalismo, ou da educação em geral…

Em tempos de crise, colunista questiona papel da universidade na formação de jornalistas

Será que as escolas de Jornalismo pegaram o caminho errado?

É a hora de fechar as escolas de Jornalismo?

Literacias e letramentos para o século 21

A importância da presença física na educação





mídia-educação está nos currículos ingleses

2 04 2009

(Dica da colega Solange Puntel Mostafa)

Os estudantes ingleses do ensino básico terão agora que estudar, por determinação legal,  em votação no Parliament técnicas colaborativas digitais como o Twitter, os blogs e outros instrumentos wiki como parte do conteúdo a ser ministrado obrigatoriamente em suas escolas preliminares.

O novo currículo marcara’ a maior mudança colocada no ensino básico do Reino Unido em décadas. Os professores terão mais liberdade de decisão e  poderão escolher em conjunto com seus alunos os aspectos específicos do conhecimento histórico e científico, dentro de cada período. 

O novo programa que foi analisado  pelo The Guardian indica uma orientação detalhada de cada um dos núcleos chamados  “áreas de aprendizagem” que devem substituir as 13 áreas anteriormente existentes.

Algumas áreas do programa de estudo básico determina,  para aprendizado em todas as escolas, que alguns pontos são primordiais:

• Os alunos não sairão da escola preliminar se não tiverem completo conhecimento do funcionamento operacional do instrumental de Blogging, os Podcasts, a Wikipedia e o Twitter com a intenção de usa-los  como fonte da informação, elemento social colaborativo e como modo de uma comunicação pessoal e profissional.

• Os alunos devem saber colocar  eventos históricos dentro de uma cronologia. Cada um aprenderá dois períodos chaves da história britânica, mas será a escola que decidira’ quais períodos

• Será imprescindível  conhecer profundamente as condições e políticas sociais  vigentes e sua relação com a família e  e amigos. 

As outras áreas do núcleo são: inglês compreensivo, comunicação e línguas,  matemática, compreensão científica e tecnológica, compreensão social e ambiental do ser humano, saúde e bem estar social e individual e artes.

(FONTE: The Guardian, UK, Quarta feira 25 Março 2009)





univali abre mba em mídias digitais

2 02 2009

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Estão abertas as inscrições para o MBA em Mídias Digitais da Univali. O curso de especialização tem 35 vagas e começa em abril no campus de Itajaí. As inscrições vão até 31 de março, e ex-alunos da Univali tem 15% de desconto sobre as mensalidades.
Com duração de 18 meses, o MBA é voltado para graduados em Comunicação Social, Ciências da Informação, Design Gráfico, Licenciaturas, Bacharelados em Humanas, Ciências Sociais e Artes, além de áreas afins. O público alvo é extensivo ainda a profissionais de instituições públicas ou privadas que tenham relação com produção de conteúdo e processos editoriais para mídias digitais.
O MBA em Mídias Digitais é uma iniciativa multidisciplinar, que reúne professores mestres e doutores de campos distintos do conhecimento: da Comunicação ao Design, passando pela Informática e Educação. Foram convidados ainda professores de outras instituições, como as universidades federais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As aulas acontecerão em modernos e bem equipados laboratórios na Univali, quinzenalmente, sempre às sextas-feiras (noite) e sábados (manhã e tarde). O currículo está apoiado em três unidades, cada um com 120 horas. Cada unidade reunirá quatro disciplinas, um seminário e um oficina, totalizando 18 atividades em sala de aula.

Conheça a grade curricular:
Unidade I – Tecnologia e Sociedade
Comunicação e interação mediada por computador (24 horas)
Tecnologia e a informação estratégica (24 horas)
Teorias da Cibercultura (24 horas)
Educação e Comunicação (24 horas)
Seminário: Análise crítica de mídia digital (12 horas)
Workshop: Webwriting (12 horas)

Unidade II – Comunicação Digital
Convergência de mídias (24 horas)
Sociedade em Rede (24 horas)
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (24 horas)
Hipermídia e o texto na internet (24 horas)
Seminário: Media Training (12 horas)
Workshop: Webdesign (12 horas)

Unidade III – Produtos Digitais
Produção multimídia (24 horas)
Jogos digitais e plataformas de entretenimento (24 horas)
Ferramentas colaborativas (24 horas)
Metodologia da Pesquisa (24 horas)
Seminário: Direitos autorais na web (12 horas)
Workshop: Produção Multimídia (12 horas)

Saiba quem são os professores:
- Dr. Alex Primo – UFRGS
- Dr. Flávio Anthero Nunes – UNIVALI
- MsC. Valquíria Michela John – UNIVALI
- MsC Carlos Castilho – ASSESC
- MsC Sandro Lauri Galarça – UNIVALI
- MsC Mary Vonni Meurer de Lima – UNIVALI
- MsC Vera Lúcia Sommer – UNIVALI
- Dr. Luís Fernando Máximo – UNIVALI
- MsC. Laura Seligman – UNIVALI
- Esp. Tiago Ficagna – UNIVALI
- Dra. Maria José Baldessar – UFSC
- Dr. Rudimar Scaranto Dazzi – UNIVALI
- Dr. Rogério Christofoletti – UNIVALI

Inscrições:
De 2 de fevereiro a 31 de março. Para isso, junte:
* Formulário para Inscrição totalmente preenchido;
* Diploma de conclusão de graduação (cópia autenticada);
* Histórico escolar de graduação (original ou cópia autenticada);
* “Curriculum Vitae” resumido (atualizado);
* Carteira de Identidade e CPF (cópia);
* Uma foto 3×4 recente

Custos:
Inscrição (R$ 384,00) + 17 parcelas de R$ 384,00. Ex-alunos da Univali pagam R$ 326,00

Mais informações:
Gerência de Pós-Graduação da UNIVALI – Itajaí/SC – Bloco 5 sala 105
Rua Uruguai, 458 – Bairro Centro – Itajaí/SC – CEP 88302-202
Fone: 47-3341-7534 / 47-3341-7652

Contatos:

E-mail: mba.midiasdigitais@gmail.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54531828
Site: http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=3230&VID=default&SID=477966633789518&S=1&A=closeall&C=27372





direitos humanos, 60 anos da declaração

12 12 2008

Esta semana, a Declaração Universal dos Direitos do Homem completou 60 anos.

Modestamente, indico o link de um blog que criei para um curso que dei na Universidade da Amazônia, no Pará: Mídia e Direitos Humanos

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pesquisa: jornalistas “mais estudados” ganham mais

11 11 2008

Deu no Portal Imprensa

(A matéria no site da Fenaj – mais completa – pode ser lida aqui)

A FENAJ concluiu, em outubro de 2008, a etapa nacional de um estudo qualitativo sobre as condições de trabalho dos jornalistas da América Latina e Caribe. Os números expostos pela pesquisa revelam que a maioria dos profissionais atua na área urbana e que há um equilíbrio de gênero nas vagas ocupadas pelo setor e que a escolaridade interfere diretamente nos ganhos salariais. O levantamento também mostra que a violação dos direitos trabalhistas está entre as maiores preocupações dos profissionais. A realização do estudo é de competência da Federação Internacional dos Jornalistas, em parceria com a ONG norte-americana Centro de Solidariedade.

No Brasil, o levantamento foi coordenado pelo Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da FENAJ. Segundo o diretor do órgão, José Carlos Torves, a amostragem escolhida levou em conta profissionais presentes ao 33º Congresso Nacional de Jornalistas, segundo informa a Federação.

Na divisão entre gêneros, a pesquisa aponta igualdade entre homens e mulheres no quadro de profissionais da categoria, 50,8% e 49,2%, respectivamente. Outro dado fornecido pelo estudo revela que nas redações a faixa etária dos jornalistas fica, em média, entre os 41 e 55 anos.

A pesquisa mostra também que o aumento da remuneração dos profissionais está diretamente relacionado ao nível escolar apresentado. Nos que possuem mestrado e doutorado, os quais somam mais de 12%, os salários giram entre mil a cinco mil dólares.

Com relação às questões trabalhistas, a falta de vínculos empregatícios, o não comprometimento entre empresa e funcionário nas datas e salários fixados e a morosidade no cumprimento de obrigações sociais são pontos mais abordados pelos profissionais do setor.





sobre videogames e sobre filhos

6 10 2008

Outro dia, li uma matéria na BBC Brasil que me chamou muito a atenção. Em linhas gerais, ela trazia informações sobre um estudo do Pew Internet and American Life Project sobre a influência dos videogames entre os jovens norte-americanos. O estudo, de setembro passado, mostrava que – ao contrário do que muita gente pensa – os games ajudam a melhorar a vida social dos adolescentes.

A pesquisa foi feita com 1,1 mil sujeitos de 12 a 17 anos e trouxe dados sobre a sociabilidade que os games proporcionam. Isto é, a maioria dos adolescentes considera que jogar é uma atividade socializadora e que essas experiências são importantíssimas para suas convivências. A pesquisa vai além. Mostra ainda que a frequência com que os jovens jogam não afeta suas vidas sociais, o que desmente aquela velha história de que os games “isolam as pessoas”.

Os games são um assunto que me interessa em particular, e por vários motivos: 1. Pesquiso educação; 2. Estudo tecnologia; 3. Gosto de games; 4. Tenho um filho de quatro anos. Combinadas, essas razões me fazem pensar, jogar e observar muito quem se dedica a enfrentar zumbis, matar demônios, despedaçar inimigos e cumprir missões.

Me irritam muito as falas de que videogames influenciam pessimamente jovens e crianças. “Games são violentos!”. “Games viciam”. “Games ensinam péssimos valores”. “Jogar videogames por muitas horas faz mal pra vista!”

É relativamente fácil derrubar cada uma dessas críticas, e por um motivo único: elas não estão apoiadas em dados comprovados cientificamente, mas sim em preconceitos e ignorância.

Como disse, tenho um filho. Ele tem quatro anos. É uma criança como qualquer outra: é saudável, feliz e animada. É também doce e frágil. Como a própria idade denuncia, está em formação. Ele frequenta a escola, brinca com os amiguinhos e se diverte com TV e com revistinhas de pintar. Além disso, ele também gosta de games. Há cerca de um ano, ele se delicia com alguns jogos de PlayStation 2. Joga em noites alternadas, por algumas horas e sempre comigo ou com a mãe dele. Nessas noites, ele destroça espaçonaves, arremessa robôs, salva reféns, enfrenta monstros e outros desafios. Claro que eu o observo quando joga. Ele fica elétrico, vibra com o joystick, requebra e solta gritos e urros. Ele entra na brincadeira e se satisfaz a cada missão vencida, a cada vez que o jogo pede para salvar o progresso alcançado.

Em algumas ocasiões, demonstra irritação porque não consegue ir além. Ele pede para desistir, eu o incentivo a ir além, vencer o desafio para seguir e vencer. Ele se recompõe, reúne forças e segue. Quando vence, me olha com satisfação, afinal ultrapassou um limite seu. Taí a grande sacada dos games: eles nos impõem desafios e exigem de cada jogador uma performance mínima de qualidade que, se não alcançada, não oferece a recompensa.

Este sistema de recompensas está na medula do negócio dos games. É isso, entre outras coisas, que ajuda a materializar uma experiência única entre as demais mídias. Isso não é novidade. Steven Johnson já disse isso em outras ocasiões, principalmente em “Everything bad is good for you”.

O cinema, a literatura, a TV, cada um a seu modo, nos oferecem experiências imaginativas, recreativas ou instrutivas. Os games exigem que interajamos, que entremos na história e tomemos as rédeas da coisa. Ninguém fará para nós. A experiência dos games não é melhor, nem pior que as de outras mídias. Só é diferente. E menos passiva.

No meu caso particular, acompanho sempre meu filho nos jogos. Faço daqueles momentos um tempo nosso, de convívio, de vitórias (e derrotas) conjuntas. Ele joga por horas, mas controladas, supervisionadas. Estabelecemos a rotina de noites alternadas, de modo a criar limites e disciplina. Os games são violentos? Alguns são sim, mas sobre a violência dos games quero dedicar outro post. Mas já aviso: vou bater de frente contra o discurso de que os games incentivam a violência dos pequenos.





“falta de educação”, danos morais, indenização, orkut e uma decisão brasileira

19 09 2008

(Deu no UOL Educação)

A Justiça de Rondônia condenou 19 pais de estudantes a pagar indenizações a um professor de matemática de Cacoal (500 km de Porto Velho) que, somadas, resultam em R$ 15 mil.

O professor foi alvo de ofensas dos alunos no Orkut. Eles criaram, em 2006, a comunidade virtual “Vamos Comprar uma Calça para o Leitão”, ilustrada com a foto e o nome do professor Juliomar Reis Penna, 33. Na comunidade, dez alunos da oitava série, com idades de 12 a 13 anos, escreveram ofensas, piadas, questionaram notas e ameaçaram o professor.

“Eu ajudo a furar os pneus do Vectra dele [...] Vamos quebrar os vidros, jogar açúcar dentro do tanque de gasolina”, foram alguns dos recados deixados pelos alunos.

Condenados em primeira instância, os pais dos alunos recorreram ao Tribunal de Justiça de Rondônia. Alegaram que o fato fora apenas uma “brincadeira infantil”. O argumento foi rejeitado pelo juiz relator da 2ª Câmara Cível do TJ-RO, Edenir da Rosa, que avaliou como “grave” o teor dos comentários publicados na internet.

No recurso, os pais disseram ser “impossível” vigiar os filhos vinte e quatro horas por dia, justificativa considerada “frágil” pelo TJ-RO.

Denunciados pelo professor ao Juizado da Infância e da Juventude, os alunos reconheceram a criação da página e a autoria dos recados. Como medida socioeducativa, oito estudantes tiveram de apresentar palestras para adolescentes sobre o uso responsável da internet.


(SE A MODA PEGA…)





pesquisa mostra que crianças digitais são “multitarefas”

9 09 2008

O canal televisivo pago Cartoon Network realizou uma pesquisa com 7 mil usuários de seu site, entre 7 e 15 anos, e chegou a resultados impressionantes sobre os usos e apropriações desses meninos e meninas da tecnologia e de atividades cotidianas. A conclusão mais ruidosa é de que 73% dos sujeitos da pesquisa têm o hábito de combinar o uso de diversas tecnologias ao mesmo tempo, revelando um comportamento “multitarefa”. Realizada todos os anos, a pesquisa Kids Experts acompanha o comportamento infanto-juvenil. 

A idéia do estudo é entender como os pequenos “nativos digitais” consomem diferentes meios enquanto fontes de informação e ferramentas de entretenimento, desvendando seu lado multitarefa – o hábito que as crianças têm de utilizar mais de uma ferramenta e executar mais de uma atividade ao mesmo tempo: baixar arquivos enquanto falam com os amigos pelo MSN, terminar um trabalho de escola enquanto postam scraps no Orkut, jogar videogame enquanto ouvem música.

Para auxiliar na obtenção dos resultados, também foi utilizado o método qualitativo batizado de “observação com registro”, no qual as mães de meninos e meninas registravam em um diário, durante quatro dias, as atitudes de seus filhos em relação aos mais diversos aparatos.

Outras conclusões da pesquisa:

- Uma em cada cinco crianças já postou algum vídeo no YouTube;

- Crianças entre 6 e 8 anos usam a tecnologia de forma mais passiva, com foco no entretenimento, fazendo atividades que não exijam a divisão da atenção;

- Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação – é quando acontece o pico da utilização dos videogames pelos meninos;

- A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até oito combinações diferentes entre tecnologias;

- A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;

- O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;

- O celular é o equipamento que tarda mais a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.

- Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas usam o MSN todos os dias e 22% passam de uma a duas horas conversando por meio do software;

- Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas também dominam: 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;

- Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade, sendo que 73% diz que em suas listas de amigos têm mais pessoas que conhecem pessoalmente;

- 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;

- 75% dos meninos têm videogame, sendo que o Playstation é o console favorito;

- Em comum, meninos e meninas entram em contato com o mundo digital cedo: 77% das crianças entre 7 e 9 anos entraram pela primeira vez em um site de comunidade online quando tinham entre 5 e 8 anos de idade;

- Duas em cinco das crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);

Para ler matéria do Rio Mídia sobre a pesquisa, clique aqui.

Para saber mais como “funciona” a chamada Geração Multitarefa, veja matéria do espanhol La Vanguardia.

EM TEMPO: Por falar em geração multitarefa, Paco Tejero comenta o livro de Jeroen Boschma – La generacion Einstein -, lançado recentemente e que aponta esta “nueva generación de jóvenes más intelligentes, más sociables y más rápidos”. Mas Paco Tejero é bem crítico quanto a isso. Aliás, Alex Gamela faz o mesmo, se perguntando: será que nossos alunos de jornalismo estão preparados para o que vislumbramos em nossos cursos e disciplinas? 





ganhou bolsa, se mandou, não voltou. mas vai pagar…

5 09 2008

Vocês sabem: há muito dinheiro para pesquisa científica no Brasil. Qualquer um consegue recursos para construir seus laboratórios espaçosos-modernosos-bem-equipados. Qualquer um que entra em mestrado ou doutorado consegue bolsa antes mesmo de se matricular. E, claro, hoje, somos potências científicas à frente da Eritréia e do Turcomenistão…

Pois bem. Mesmo com essa torrente de dinheiro, tem gente que abusa.

Imagina que tem gente que consegue bolsa pra fazer doutorado fora do país, se qualifica e decide não voltar pro Brasil. Imagina que esse mesmo pessoal, ao receber o benefício, se compromete por escrito a retornar e devolver à sociedade, ao país que investiu na sua formação, o investimento feito.

E vocês imaginam que o Supremo condenou uma professora a ressarcir o CNPq em R$ 160 mil porque ela simplesmente não retornou ao país após ter passado nababesca temporada na Inglaterra?

Não acredita? Então, leia aqui a notícia completa.