ética, interesse público e direito à informação

11 11 2009

Dois eventos internacionais acontecem neste mês e trazem luz a importantes debates sobre ética jornalística, pesquisa científica na área, interesse público e direito à informação.

São eles:

  • “7º Congreso Internacional de Ética y Derecho de la Información”, que acontece em 13 e 14 de novembro em Valência, Espanha. O tema é “A liberdade das consciências na regulação do direito à informação”. O site do evento é este aqui.
  • “Journalism Research in the Public Interest”, evento da European Communication Research and Education Association, que acontece entre 19 e 21 de novembro em Zurique, Suíça. O link é este.




uma palestra em piracicaba

5 11 2009

Amanhã, dou uma passadinha por Piracicaba – no interior de São Paulo – para uma palestra no SESC da cidade. O evento é também uma iniciativa do curso de Jornalismo da Unimep, e começa às 20 horas. Vou falar sobre ética jornalística, notícias em tempo de novas mídias, redes sociais, e os impactos disso tudo na conduta dos jornalistas. Uma parte desses assuntos está no meu Ética no Jornalismo, que segundo a organização do evento, será lançado lá também…

Faz tempo que não volto a Piracicaba. Faz tempo que não revejo amigos da área. Para um caipira de Rio Claro como eu, será um imenso prazer voltar a falar com “meu sotaque original de fábrica”…





vem aí um novo código de ética?

26 10 2009

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) começou a defender a existência de um código que não se restrinja a normatizar a conduta de profissionais nem fixe limites às empresas, mas que a atividade em si seja minimamente regrada, como se demarcássemos cânones. Mesmo após um longo, exaustivo e legitimador processo de rediscussão do Código de Ética do Jornalista, a Fenaj recebeu críticas pela sua quarta versão do documento, finalizado em 2007. De que adianta apontar regras de conduta que nem sempre podem ser seguidas porque o profissional não é tão livre para optar por elas?, questionou-se. Como é colocado no Código a tal cláusula de consciência se o jornalista não tem margem de ação concreta para deixar de cobrir assuntos que contrariem suas convicções?, perguntou mais alguém. Por fim, uma indagação-síntese: como um código como este pode ser implementado se não foi negociado com os patrões e com os proprietários de meios de comunicação?

Este aí é um trecho do texto que publiquei hoje no Observatório de Ética Jornalística, o objETHOS.
Ficou interessado? Dê uma chegadinha lá para ler tudo, mas pegue este atalho aqui.





5 links sobre jornalismo e jornalistas

5 10 2009




sobre otimismo e o ceticismo jornalístico

2 10 2009

O Rio de Janeiro acaba de ser escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, algo inédito. Na semana que nos separou do anúncio oficial do Comitê Olímpico Internacional, o noticiário foi recheado de matérias sobre o suspense da escolha. Houve reportagens mostrando as belezas naturais da cidade, as obras previstas, as vantagens obtidas, o possível legado. Houve ainda críticas, desconfiança, temores. Gente especializada ou não se manifestou. De repente, a pergunta capital era: você é a favor ou contra a vinda das Olimpíadas para o Brasil?

É natural que isso ocorra. É até esperado. O jornalismo também vive de polêmicas, também se alimenta do confronto de opiniões, da diversidade de pontos de vista. Bem como é natural que houvesse setores da imprensa que fossem notadamente avessos à escolha do Rio. O caso mais evidente disso é a ESPNBrasil, canal da TVa cabo. Lá, nomes de peso como José Trajano e Juca Kfouri eram claros em ver problemas com o “projeto Rio 2016″, tendo em vista o legado dos Jogos Pan-Americanos passados. Não se trata de birra, de dor de cotovelo. O canal é dedicado à cobertura de esportes, faz jornalismo sério, pega no pé de dirigentes, investiga, produz programas especiais, “passando a limpo”. Diferente de outros canais, de outras emissoras de TV, que também nutrem interesses neste tipo de evento.

O jornalismo é uma atividade, cujo DNA é historicamente contaminado pela crítica, pelo ceticismo, pela dúvida. Questionar, inquirir, pressionar são comuns no cotidiano da área. Jornalistas cercam suas fontes, desconfiam de suas declarações, tentam confirmar as informações obtidas. Esse ceticismo ajuda a conferir ao jornalismo uma aura própria, com envergadura que o legitima socialmente.

Mas como é que se faz jornalismo crítico num ambiente encharcado de otimismo, ufanismo, celebração?

Não me refiro apenas à “conquista” da sede das Olimpíadas de 2016. O cenário atual é extraordinariamente positivo, carismático para o Brasil. A recessão econômica que foi apontada como a maior desde 1929 foi bem enfrentada por aqui. O país reagiu bem à retração econômica, aos tremores e temores. Depois de mais de 50 anos, o Brasil vai se tornar novamente sede de Copa do Mundo, e daqui a sete anos, de inéditas Olimpíadas. Encontramos reservas espetaculares de petróleo na camada do pré-sal, e o achamento de outros importantes poços tornaram o país autossuficiente neste tipo de matriz energética. As reservas internacionais são as maiores da história. A inflação está sob controle. O nível de emprego é um indicador equilibrado. Enfim, há muitos e muitos motivos para estar contagiado pelo otimismo.

É verdade, essas razões não são as únicas que permeiam nosso imaginário. Os problemas sociais são muitos, a cultura política e partidária nacional não orgulham a ninguém, as desigualdades fazem com que milhões de pessoas sofram em toda a parte. Mas não se pode ignorar o clima contagiante de otimismo que comanda o país nesses dias.

Em Copenhagen, o presidente Lula lembrou disso. Parece que o país amadureceu, cresceu, atingiu maturidade, deixou pra trás o complexo de “cidadão de segunda categoria”, o “complexo de vira-latas”, como dizia Nelson Rodrigues. E Lula é pessoalmente muito responsável por esse resgate de autoestima, pelo reencontro de um orgulho perdido em algum lugar da história. Houve um investimento particular nisso. Na Dinamarca, Lula repetiu o slogan da campanha vitoriosa de Barack Obama: Sim, nós podemos. E talvez Obama tenha mesmo razão: Lula é o cara! O presidente-operário conseguiu muita coisa em seu governo. Por impedimentos constitucionais, Lula não pode se reeleger em 2010. No entanto, todos sabem que ele quererá fazer seu sucessor. Seu legado para isso é extraordinário, e o capital político acumulado é um grande trunfo para seu candidato (ou candidata, como todos alardeiam).

Mas e o jornalismo?

O jornalismo terá que se fazer valer qualquer que seja o cenário. Na cobertura das eleições 2010, terá que se blindar do otimismo e equilibrar crítica e ceticismo com justiça, foco e interesse público. Não se trata de ser avesso ao que é verdadeiramente bom. Mas também não se pode deixar levar por celebrações de papel, polêmicas levianas. Afortunadamente ou não, para o jornalismo, bons tempos são sempre mais difíceis de cobrir do que tempos maus.





um novo observatório de mídia

29 09 2009

logo_objethos_pqnoEntrou em atividade na semana passada o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), grupo de pesquisa do Departamento de Jornalismo da UFSC. O projeto é uma iniciativa minha e do professor Francisco José Karam, e reúne ainda alunos do Mestrado e, em breve, da graduação. O objetivo é desenvolver pesquisas sobre valores e condutas no jornalismo, sobre aspectos morais e deontológicos na área e sobre as mudanças que a profissão de jornalista vem passando.

A base operacional do objETHOS é o seu blog, que traz ainda dicas de livros e filmes sobre o tema, artigos e outros materiais sobre a deontologia jornalística. Se o assunto te interessa ou se você tem sugestões e comentários sobre a ética praticada no jornalismo brasileiro, o objETHOS é o seu canal. Acesse!





escândalo ético na imprensa portuguesa

27 09 2009

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) acaba de publicar uma análise sobre o mais ruidoso caso que vem estremecendo a imprensa portuguesa: um jornal revela a fonte anônima do concorrente, um enredo que envolve ainda políticos, governo e espionagem a la Watergate.

Para ler, vá por aqui.





bjr trará dossiê sobre ética jornalística

25 09 2009

A próxima edição da Brazilian Journalism Research, revista científica da SBPJor, terá um especial sobre Ética Jornalística. A publicação é bilíngue – português e inglês – e existe desde 2005.

Se você tem pesquisas ou textos cientificos reflexivos sobre esse tema, mande seus textos – nas duas línguas – até 30 de outubro.

Com periodicidade semestral, a publicação “tem como uma das suas características principais apresentar a pesquisa empírica e teórica feita nas universidades brasileiras sobre as várias práticas jornalísticas. Com isso, contribui para fortalecer o campo do jornalismo como uma área de pesquisa relativamente autônoma de outros espaços sociais. Contribui também para dar visibilidade e maior consistência aos estudos jornalísticos no Brasil”.

Para acessar a BJR, clique aqui.

Para conhecer as normas de publicação, vá por aqui.





ética jornalística: dois textos para não perder de vista

16 09 2009




evento discute ética, redes sociais e fim do diploma

16 09 2009

associeO Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro promove de 25 a 27 de setembro a 8ª edição do Enjac, o Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação. Na pauta do evento, a decisão do STF contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, a ética profissional e a possibilidade da autoregulamentação, e o uso das redes sociais no jornalismo.

Entre os debatedores confirmados estão:

  • Nelson Vasconcelos, editor do caderno Digital de O Globo
  • Daniel Onida, especialista em twitter
  • Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj
  • Claudismar Zupirolli, advogado da Fenaj
  • Walter Monteiro, advogado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio

Participo de uma mesa sobre ética com Washington Mello, assessor do Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, e com Carmen Pereira, integrante da Comissão Nacional de Ética da FenajO evento acontece em Teresópolis, e a organização prevê a participação de 150 profissionais.

Para saber mais, acesse aqui.





manifesto internet: 17 constatações de como o jornalismo funciona

10 09 2009

Paulo Querido conta como surgiu a versão portuguesa do Manifesto Internet, elaborado por um conjunto de jornalistas alemães em reação à desastrada Declaração de Hamburgo, feita por um grupo de proprietários de meios de comunicação europeus. O Manifesto Internet reacende a discussão sobre o papel do jornalismo e de jornalistas no turbulento e visceral cenário atual ultra e pós-midiático.

As 17 constatações que alicerçam o Manifesto são:

1. A Internet é diferente.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

5. A Internet é a vitória da informação.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

7. A Internet requer gestão de ligações.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

14. A Internet tem muitas moedas.

15. O que está na Net fica na Net.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

17. Tudo para todos.

Para ler na íntegra, veja o Manifesto aqui.





sala de prensa 119 na rede

1 09 2009

Acaba de sair a edição  119 de Sala de Prensa, umas das principais referências sobre jornalismo na América Latina.

O sumário é diverso, atual e interessante:

La necesidad de informar en democracia -Carlos Diego Mesa Gisbert

El mundo en que vivimos - Mario Vargas Llosa

El futuro del periodismo – Gideon Lichfield / Clay Shirky

Periodismo y terrorismo – Raúl Trejo Delarbre

(Enero – Junio de 2009) Estado de la libertad de prensa en Colombia

Deterioro de la libertad de expresión en Latinoamérica

No hay caminos en el mar – María Mansilla

Editorial ethics for Twitter journalists – David Brewer

La sangre en Chiapas - José Saramago

Argentina:Propuesta de proyecto de Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual

Brasil: Propuesta de enmienda: Titulación obligatoria de periodistas





comissões de ética: unificar procedimentos é um bom começo

20 08 2009

Passou despercebido da maioria, mas a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) publicou recentemente em seu site um documento que deve padronizar o trabalho das comissões de ética dos seus sindicatos. O novo regimento não se aplica à Comissão Nacional de Ética, mas às instâncias estaduais, o que sinaliza um movimento unificador de procedimentos, algo inédito até então. Antes disso, havia disparidades entre os sindicatos tanto na composição dos membros das comissões quanto na sua nomenclatura e mesmo nos trâmites internos.

Inicialmente burocrática, a publicação do novo regimento pode ser vista como um passo na direção de ações mais contundentes no que tange a ética jornalística no Brasil. Pois uma entidade do alcance da Fenaj – e mesmo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) – pode contribuir de forma mais incisiva para o aprimoramento de práticas e condutas dos profissionais do jornalismo.

Pessoalmente, sempre fui um crítico do pouco uso das comissões de ética. Em 2001, em “Monitores de Mídia: como o jornalismo catarinense percebe seus deslizes éticos” (Ed. UFSC e Univali), apontei uma certa invisibilidade das comissões de ética tanto pela categoria quanto pela sociedade. Indaguei repórteres e editores sobre seus conhecimentos acerca de regras deontológicas e deslizes de colegas. De forma unânime, os respondentes se diziam conscientes do Código de Ética do Jornalista Brasileiro, mas pouco ou nada sabiam do funcionamento das comissões dos sindicatos e mesmo da Fenaj. Isto é, temos um nó na questão: se as comissões não são visíveis ou conhecidas, como as denúncias de condutas questionáveis eticamente são avaliadas? Se as comissões não iniciam procedimentos de julgamento de conduta, a impressão que fica é de que está tudo muito bem, e as comissões deixam de ter função, o código de ética repousa na gaveta das redações e profissionais faltosos incorrem em novos erros.

Em 2005, em “Jornalismo em Perspectiva” (Ed. UFSC), voltei a bater na tecla da necessidade de as comissões de ética se estruturarem, pois são elas as instâncias judicantes, que têm a função de zelar e aplicar o código deontológico.

De lá pra cá, não se pode dizer que nada tenha mudado. Em 2007, após um intenso debate nacional, a Fenaj aprovou em assembléia um novo Código de Ética do Jornalista Brasileiro. Agora, a entidade tenta uniformizar os procedimentos das primeiras instâncias de julgamento nos sindicatos. Para começar, são bons passos, mas é preciso ir além. Códigos e comissões são importantes para a profissionalidade, mas as mudanças de cultura demoram mais tempo, dependem da conjugação de esforços e investimentos diversos.

Em termos formais, as comissões de ética dos mais de trinta sindicatos ligados à Fenaj terão que se ajustar à normativa recém-editada. Mas só isso não trará novos resultados. Os sindicatos precisam entender que as comissões de ética podem ser mais do tribunais profissionais. Elas podem atuar como fomentadoras de debates, promotoras de cursos de aperfeiçoamento e formação, mobilizadoras da categoria para discussões maiores, que transcendam os interesses corporativos. Temas como corrupção na sociedade, liberdades individuais, transparência na coisa pública, valores morais da coletividade, todos esses podem ser tratados pelas comissões de ética, apoiados em debates mais amplos.

Para além de uma instância punitiva, as comissões de ética podem se tornar células de difusão de valores e pensamentos jornalísticos mais afinados com o interesse público e com a natureza social da profissão. As comissões de ética podem funcionar não apenas motivadas por denúncias, mas também proativamente. É a inversão de um pólo: a comissão deixaria de ser reativa para ser ativa. Com isso, contribuiria para disseminação de valores que se sedimentam na cultura das organizações e na cultura profissional com tempo e perenidade.

Mas para uma mudança como essa, não basta apenas um regimento. Os sindicatos precisam organizar melhor as comissões de ética, garantir-lhes condições de trabalho e operacionalidade, enfim, destinar recursos logísticos e financeiros. Assim, talvez, as comissões deixem de ser invisíveis, operem com mais naturalidade e não passem tão despercebidas.





órgão fiscalizador da ética jornalística no reino unido terá que se reinventar

18 08 2009

A informação saiu hoje no Observatório da Imprensa, de onde reproduzo parte:

A Press Complaints Commission (PCC), órgão que fiscaliza a imprensa no Reino Unido e encaminha queixas do público contra jornais e revistas, engaja-se agora em uma batalha própria para convencer os críticos de sua utilidade. Diante de acusações, por conta de casos recentes envolvendo questões sobre ética jornalística, de que o órgão seria um “elefante branco”, sua nova presidente, Peta Buscombe, quer provar que a indústria é capaz de se auto-regular. Para tanto, encomendou a um grupo independente uma revisão das operações da PCC – o que não ocorria desde 1991. “Temos que assegurar em todas as partes do espectro político que somos responsáveis e robustos o suficiente” para evitar a ameaça de uma regulação externa, disse.

No Brasil, não temos nada parecido, já que não existe um Conselho Federal de Jornalismo ou uma instância semelhante. Temos as comissões de ética dos sindicatos dos jornalistas e a da Fenaj, que, aliás acaba de reformar seu regimento interno (assunto de que falarei mais adiante. ATUALIZANDO: já tratei aqui). Mas não existe um órgão que proponha auto-regulação entre os jornalistas. Os publicitários têm o Conar. Não sei se funciona, mas a sua existência já sinaliza uma disposição de colocar os dedos nas feridas, que não são poucas…





ética e certificação de blogs e sites

31 07 2009

A dica é rápida e ligeira: Alex Gamela reproduz entrevista que deu a uma acadêmica onde discute a idéia de certificação de qualidade para sites e blogs, bem como um selo de ética online. Vale ler e pensar sobre…





ética jornalística, auto-regulação e accountability no sudeste da europa

23 07 2009

A Unesco lançou um site que oferece códigos de ética, legislação sobre mídia e instrumentos de auto-regulação do setor jornalístico. O site é voltado aos países do sudeste europeu, como Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Turquia, Sérvia e Kosovo. Conheça Professional Journalistic Standards and Code of Ethics in South-East Europe aqui.





um raio x da mídia catarinense em 8 anos

21 07 2009

Continua o bazar de livros gratuitos sobre jornalismo na internet!

Hoje, coloco à disposição dois e-books organizados pela equipe do Monitor de Mídia. Os volumes reúnem todos os diagnósticos sobre a mídia catarinense desde 2001. São mais de 600 páginas de análise e de interpretação dos padrões que caracterizam os meios de comunicação locais. Uma rica fonte de consulta para pesquisadores do jornalismo, mesmo para quem está em outras localidades…

Diagnósticos da Imprensa: as 100 primeiras análises
411 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixar já!

Diagnósticos da Imprensa: edições 101 a 150
223 páginas
Tamanho do arquivo: 6 Megas – Baixar aqui!





igreja plagia texto sobre ética jornalística

17 07 2009

Como se diz por aí: eu morro e não vejo tudo!

Pois não é que uma igreja foi condenada na justiça pelo uso indevido de um texto sobre ética, ética jornalística?

Reproduzo – com os devidos créditos – matéria que conta o caso tim-tim por tim-tim. O Comunique-se deu ontem a notícia:

A Igreja do Avivamento Mundial – Assembleia de Deus Ministério de Boston foi condenada indenizar em R$ 42.830,59 a jornalista Alessandra Silvério por violação de direitos autorais. Além disso, a igreja terá que publicar, no prazo de cinco dias a partir da data da intimação, erratas em três jornais de grande circulação na cidade de Curitiba (PR), sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A igreja perdeu o prazo de constestação e, por isso, não cabe mais recurso.

A ação movida pela jornalista é por causa de plágio de seu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo. O texto foi publicado originalmente em 2003, no site Aruanda. No mesmo ano, o jornal Mensageiro Cristão, de propriedade da igreja, republicou o artigo como se fosse da autoria do editor do veículo. Ironicamente, o texto trata da ética jornalística.

“Ora, a ré se utiliza de trabalho que não lhe pertence e, descaradamente fala em ética profissional”, afirma o juiz Vitor Frederico Kümpel em sua decisão.

O jornal com o texto plagiado foi editado em dezembro de 2003 e distribuído no Brasil e em outros países. Em sua defesa, a igreja alega que não possui ligação com o Ministério de Boston e que não possui revistas, jornais ou sites, argumento que não foi aceito pelo juiz.





dicas de jornalismo investigativo

13 07 2009

Bob Woodward, um dos repórteres por trás da mais importante reportagem do século XX – a do caso Watergate -, dá dicas sobre jornalismo investigativo. São pouco mais de cinco minutos, em inglês e sem legenda, mas vale acompanhar o veterano jornalista…





monitor de mídia: 5 livros de graça

14 06 2009

O Monitor de Mídia está prestes a completar oito anos de observação dos meios de comunicação catarinenses. Está em produção a 150ª edição deste projeto que criei na Univali em 2001. Neste tempo todo, dezenas de alunos passaram por lá e trabalharam com um corpo dedicado de professores, gerando muito, mas muito conteúdo sobre a mídia catarinense. Praticamente, tudo o que se produziu está no site, mas pra facilitar, separei aqui cinco e-books organizados pela equipe.

Baixe! Leia! Compartilhe!

Diagnósticos da Imprensa: as 100 primeiras análises
411 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixar já!

Ética e Mercado no jornalismo catarinense
152 páginas
Tamanho do arquivo: 4,46 Mega – Baixar já!

Jornalismo: a tela, a lousa e a quadra
128 páginas
Tamanho do arquivo: 2,2 Mega – Baixar já!

Jornalismo: Olhares de dentro e de fora
141 páginas
Tamanho do arquivo: 4,1 Mega – Baixar já!

Glossário de Termos Científicos
39 páginas
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