conferência estadual de comunicação: inscrições

12 11 2009

prev_MAT_111438cartaz_1conecomSC_webTerminam hoje as inscrições para a etapa estadual da Conferência de Comunicação.

O evento acontece neste final de semana: dias 14 e 15 de novembro, sábado e domingo, na Assembleia Legislativa de SC, Florianópolis.

Qualquer pessoa pode participar. É simples, fácil e de graça, veja aqui.
A programação pode ser conferida neste link.





o jornalismo cava a própria cova

28 10 2009

Jorge Rocha Neto alimenta uma tese polêmica: para ele, o jornalismo morreu. É bem verdade que Rocha Neto não seja o único a soprar tal trombeta, mas seu timbre é particularmente interessante. Provocador, não é à toa que na internet assine como Exu Caveira Cover e cuspa labaredas para quase todos os lados…

Seu vaticínio mais parece uma praga. Afinal, esse Exu é jornalista e professor da área, o que pode soar como alguém que também cuspa no próprio prato. Que nada! Essa aparente contradição e as raízes do seu raciocínio são explicados pelo diabo em pessoa na entrevista – feita em dois tempos por email – a seguir.

Você mantémfoto para entrevista1 um blog cujo mote principal é a morte do jornalismo. O jornalismo morreu mesmo? Quando e como foi que isso aconteceu?

É preciso frisar ainda que o blog tem como subtítulo “imprimatur de exucaveiracover”. Se pensarmos esse blog como um terreiro virtual, a entidade que incorpora naquele espaço pode ser chamada de gravekeeper, uma sutil sacanagem com o termo gatekeeper – é, eu estou explicando a piada, pode me apedrejar. Há todo um estado de espírito mórbido ali para tratar do jornalismo, porque acredito que esta é a única forma de lidar com este tema sin perder la envergadura. Não pretendo, seja aqui ou acolá, precisar a data da morte do jornalismo, porque se trata de um rigor mortis sui generis, pois é espasmódico e faz confundir estertores com sobrevida.

A prática jornalística a que me refiro é a dos jornalões, é uma tentativa de emular Brás Cubas, cuja condição de morto lhe permitia analisar livremente a si mesmo e as histórias que viveu e acompanhou. No entanto, falta um élan post mortem a esta prática para chegar a estas vias de fato e há corpos de vantagens em quesitos falcatruescos. Se o Fantasma é o espírito-que-anda, o jornalismo é o cadáver-que-escarnece. Seja da sua própria condição, seja do trato com a opinião pública, seja da realidade que faz contorcer em espasmos de entranhas, seja da audiência, ao tentar solapar-lhe nacos de cidadania em sucessivas mordidas de zumbi. Permita-me ser generalista uma vez na vida: o atestado de óbito é diário nas páginas de jornais e revistas, na telinha da TV e nas ondas sonoras dos rádios. Não é redundância ou exagero, desde sempre me defendo: o jornalismo é o cadáver que cava a própria cova. E, no caso brasileiro, dessas buraqueiras, tal como lírios na lama, surgem iniciativas como o Blog da Petrobrás – há lições e lições a tirar daquilo lá para quem sublima a raivinha besta sentida no momento da sua criação –, o Crônicas de uma catástrofe anunciada e o Cloaca News, só para citar alguns exemplos, porque não estou aqui para fazer elogios.

O fim do jornalismo significa o fim dos jornalistas também?

Eu defendo a ideia de que o jornalismo, conforme apresentado anteriormente, permaneça como está: morto. E enterrado. Assumir a persona de gravekeeper tem lá seu grau de seriedade, pode apostar. O jornalismo é uma prática social, umexu_pagea necessidade inerente à sociedade, e não algo que preste apenas a ser alimentado por dossiês, manipulado por lobistas ou atrelado tão somente a “interesses empresariais”.

Antes que detratores esfreguem as patinhas e venham me chamar de defensor de um jornalismo romântico – como já ouvi diversas vezes, assim como a frase “você é muito radical” –, adianto que sou purista apenas em relação ao uísque que bebo. É claro que entendo a correlação de forças que se aplicam ao jornalismo, convivo com elas mesmo estando fora de redação – por escolha própria e posteriormente por acordo mútuo entre mim e a “barriga da besta”. Enquanto aquilo que é chamado de “pensamento empresarial” dos grandes meios de comunicação servir apenas para atochar gagballs até o palato no jornalismo, encobrindo a safanagem com o epíteto de quarto poder, sem entender que – até mesmo em termos empresariais – é um tiro na cabeça sustentar esse modelo por mais décadas, ficamos todos na lesma lerda. Eu prefiro engrossar as fileiras daqueles que fazem coro com Erik Neveu.

Para o tiozinho, a prática jornalística é um “ofício de fronteira” – sendo que o termo “fronteira” tem aqui muito mais a conotação de pontos de contato do que de barreiras alfandegárias. Neveu considera, e eu prefiro acreditar que compartilho essa crença, que essa forma de lidar com o conceito de fronteira tem que orientar o jornalismo a pensar sua própria natureza como algo ligado à anexação de outras atividades, concatenadas até mesmo – pasme, filisteu! – aos novos meios de comunicação. Fora disso, meu caro, não há vida. E este é o momento em que eu puxo Armand Mattelart pelo braço e deixo que ele diga – uma vez mais – que a comunicação prioritariamente deve corresponder às mudanças percebidas nas relações entre emissor e receptor e no contexto histórico, além de prestar atenção às reconfigurações relacionadas às tecnologias.

O jornalismo a que me refiro como morto é justamente esse que não observa esses pontos e os jornalistas que regurgitam este cadáver nada mais são do que zumbis. Como fã de George Romero que sou, acredito que a solução mais prática é acertar-lhes a cabeça.

Em caso afirmativo, alguém sentirá falta de um ou do outro?

A mesma falta que um corpo morto sente falta dos vermes que se alimentam dele.

No caso de o fim do jornalismo não significar o fim dos jornalistas, o que os jornalistas vão fazer então???

Não sei de outro tempo no qual a figura do jornalista foi mais necessária. Mesmo com toda essa conversa de crise no/do jornalismo que a própria mídia alavanca e faz com que as empresas jornalísticas reajam a esse mal demitindo jornalistas. É o típico ato de cuidar das caspas cortando a cabeça – e você achando que eu é que sou o psicótico nessa história. Mas essa necessidade da qual estou falando é a de um tipo de jornalista que não se locupleta com o “fazer corpo mole” em uma redação. Porque, além de um certo atravancamento no pensamento das empresas de comunicação – dá vontade de rir quando escrevo “empresas de comunicação” – há jornalistas que se contentam em praticar e repetir o mantra “fazer-o-arroz-com-feijão-tá-muito-bão”, que se contentam em fingir de morto para evitar problemas. Tenho raiva desse tipo de profissional e escrevo isso tranquilamente, porque nunca escondi esse sentimento.

Para piorar esse quadro, cabe dizer que parte dos jornalistas que admiro está morta ou fora das redações. Mas respiro aliviado ao ver que ainda salvação – substancialmente fora da “barriga da besta” mas que pode ser transplantada para dentro. De novo: é um jogo político, de enfrentamento e correlação de forças. Como todo e qualquer setor da vida social.

Entendo o seu raciocínio, mas você não teme ser rotulado de “polemista de papel”, de “provocador bem acomodado”, de crítico da academia que se diverte ao atirar pedras no mercado? E de que maneira, sua posição pode não ser vista dessa maneira?

Ah, essa é uma armadilha para rato pequeno e nela eu não tropeço. E é até relativamente fácil de desarmar. Sigam a bolinha, crianças. 1) Só para citar um exemplo fácil, fatos como a família Sarney controlar os meios de comunicação no estado do Maranhão – esta incógnita –, conforme está bem listado no Donos da Mídia, prescindem que eu esteja ou não em uma redação de jornal para compreender a importância política de uma capitania hereditária midiática como essa e criticá-la. E estas capitanias loteiam o Brasil de ponta a ponta, Estado a Estado, cidade a cidade – e dá-lhe síndrome do pequeno poder; você consegue calcular o estrago disso tudo? Isso acontece já a olhos vistos, passível de ser observado por jornalistas nas redações, professores em salas de aula e até mesmo por marcianos rondando o céu de brigadeiro do Brasil.

Fazer tal crítica é algo necessário, independente de onde se esteja, observando a relação promíscua entre – vá lá – poderes constituídos, os arrolhos metidos no jornalismo por conta de conchavos políticos ou a concordância à subserviência para garantir o uísque das crianças. Você pode até não ter espaço para publicizar essa observação/opinião no veículo em que trabalha, mas isso não o tolhe de entender a roda dentada e saber como manifestar seu ponto de vista – de novo, é um jogo político. 2) Acha que minhas considerações são duras por que estou em uma posição confortável, fora de uma redação? Bobagem. Eu nunca escondi minha opinião acerca do jornalismo mesmo quando estava na redação e assim como todo jornalista, passei por maus bocados, como alguns que pontuei aqui. Mas são histórias que prefiro não contar em uma entrevista. Como acadêmico, eu tomo muito mais cuidado com o que digo: em redação eu era muito, mas muito pior.

Mercado e academia podem dialogar na direção de um jornalismo melhor? Como pode se dar esse encontro?

Eu me pergunto a quem interessa esse diálogo. De um lado, há acadêmicos que torcem o nariz à simples menção da palavra “mercado”, de outro, empresários de mídia – e seus “jornalistas representantes”, todos covers de William Bonner e/ou Pedro Bial – que apregoam treinar jornalistas para o mercado. Ambas as proposições estão incorretas, uma vez que estão centradas meramente na ideia de contentar ou não o mercado, essa entidade apocalíptica.

Sim, falta aí uma visão macro, menos dualista, menos passional. É justamente por esse aspecto de “deslumbramento por um treinamento ninja” que não aprecio os cursos de Jornalismo da Abril e afins – e também não é de hoje que eu falo isso –, porque essa é uma visão reducionista às pampas. No meio desse melelê todo, ficam os estudantes de Jornalismo como baratas tontas, muitas vezes acreditando que essa é a única métrica confiável. Claro, não se pode negar a existência das – aham – necessidades mercadológicas, nem mesmo como atitude filosófica, porque o jornalista vai enfrentá-las, isso é estupidamente óbvio. Para um jornalismo melhor, como você classificou, no que tange as duas partes citadas, é preciso que ambos os lados cedam em algumas de suas particularidades: que as empresas de comunicação estimulem e mantenham espaços editoriais para a aplicação de conhecimentos adquiridos na academia – técnicos, teóricos e humanistas – e que as instituições de ensino tenham condições de equipar os estudantes com um cabedal de informações que formem o caráter dessa moçada. Chamo atenção à essa última parte especificamente, dizendo que não se aprende Ética na redação – entendi isso da pior forma possível. Parece discurso de político, não? E é.

Para finalizar, se o jornalismo é o cadáver que cava a própria cova, quando ele finalmente descansar, quem jogará a última pá de cal sobre o finado?

Espero sinceramente que não seja o Caio Túlio Costa.





presentinhos de sexta

23 10 2009

Como o final de semana se aproxima, deixo três presentinhos:

1. A reconstrução do jornalismo americano. Relatório recente – do último dia 20 -, assinado pelos professores Leonard Downie Jr e Michael Schudson, das universidades do Arizona e de Columbia. Em inglês, em PDF e com 100 páginas. Aqui.

2. A emergência das redes sociais e os seus impactos no jornalismo convencional. Estudo recente sobre a realidade do Reino Unido assinado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism. Em inglês, em PDF e com 60 páginas. Aqui.

3. Recentemente, tratei da Ley de Medios argentina, polêmico marco regulatório que pode alterar sensivelmente o mercado audiovisual daquele país. Aliás, a lei está aqui. Em espanhol, em PDF e com 25 páginas.





por que a lei argentina de meios assusta?

18 10 2009

coloquio_maria_victoriaO Senado argentino aprovou recentemente uma nova lei para os meios audiovisuais, estabelecendo restrições à propriedade e impondo novas regras no mercado midiático local. As medidas são polêmicas, e contrapuseram não apenas oposicionistas e aliados da presidente Cristina Kirchner, mas também setores organizados da sociedade que tentam democratizar os meios na Argentina e grandes conglomerados de mídia.

Antes de ser aprovada pelos senadores, a nova lei foi intensamente discutida. Aprovada, pode trazer modificações sensíveis no panorama e ainda contagiar países vizinhos, como Brasil, e aprovarem dispositivos semelhantes que ataquem oligopólios. Por aqui, a gritaria não foi pouca. Para o Estadão, a medida é um atentado do governo para cercear a mídia, principalmente o poderoso grupo Clarín, que está em rota de colisão com os Kirchner há meses.

Mas há setores que vêem a nova lei argentina com muito bons olhos. Maria Victoria Richter é jornalista e militou durante anos no Observatorio de Medios da União dos Trabalhadores da Imprensa de Buenos Aires (UTPBA). Atualmente, Victoria é assessora da senadora Maria Rosa Díaz, que nem é partidária do governo, mas votou a favor da “Ley de Medios”. A jornalista argentina acompanhou de perto a tramitação do projeto.

Veja trechos da entrevista.

1. Por que o processo de aprovado da “Ley de Medios” não foi um processo tranquilo?
Por que existem empresas que concentram o mercado audiovisual e não estavam dispostas a dividir o espectro radioelétrico com outras lógicas de comunicação.

2. A quem interessa existir uma lei como essa?
Interessa à comunicação sem fins lucrativos, aos trabalhadores dos meios, jornalistas, atores, músicos, cineastas e produtores argentinos que estão contemplados na lei. Deveria interessar à audiência, já que lhe é garantido o acesso a outras formas de comunicação, sem interesse comercial exclusivamente e incentivando os meios públicos.

3. E por que tanto temor ou indisposição com a lei?
O medo é de um setor da oposição que conta com apoio dos principais jornais, pertencentes aos mesmos grupos afetados, o que cria um clima de tensão compreensível quando são atingidos interesses econômicos tão fortes.

4. Quais são os aspectos positivos da lei?
É uma boa lei, amparada na legislação internacional em matéria de comunicação, e que recebeu o apoio de centenas de organizações sociais, de amplos setores da cultura, agremiações e universidades, além da relatoria de Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Unesco.

5. Que tipo de transformações a nova lei pode trazer para o cenário de comunicações argentino?
Se for aplicada, a lei pode transformar radicalmente o mapa dos meios locais. Além de gerar múltiplas fontes de trabalho e garantir um acesso mais democrático às concessões de radiodifusão. Para além do sucesso de sua aplicação, que implicará novas lutas por parte dos movimentos sociais, esta lei já gerou uma nova possibilidade de discussão sobre o papel social dos meios de comunicação. Pela primeira vez na Argentina, discute-se que o espectro radioelétrico pertence a todos e que o setor privado não é proprietário do espaço comum, ainda que possa usá-lo.

6. Você assessora uma senadora que votou a favor da lei. Como é a sua posição frente o governo Kirchner?
Minha senadora, María Rosa Díaz, representa uma província argentina – a Terra do Fogo – que tem uma relação complicada com o governo. Mas isso não impediu que reconhecesse uma boa iniciativa que estabelece uma nova norma que beneficia setores que não têm voz nos meios massivos de comunicação. Trata-se de uma lei que vai transcender governos e que resulta num avanço da democratização do espectro.

7. Os Kirchner querem mesmo fazer calar os meios de comunicação?
Os Kirchner têm uma forma questionável de gerir a coisa pública, sem muita transparência e com várias denúncias de exercer o poder pressionando aqueles que não se alinham às suas políticas. Eles têm um discurso com muitas ideias progressistas, mas sua prática nem sempre o acompanha. No caso da lei de serviços de comunicação audiovisual, muitos que não comungam de suas particulares visões decidiram acompanhá-los porque reivindicamos historicamente (desde a redemocratização) uma lei que garantisse o acesso de todos os setores no processo da comunicação.





compacto do chat no ciclo comunicar tecnologia…

6 10 2009

Participei hoje à tarde de um chat no Ciclo Comunicar Tecnologia, que o pessoal do Nós da Comunicação está tão profissionalmente promovendo. Foi uma experiência muito legal. E se você não pôde passar por lá mas ficou curioso, leia um resumo do que rolou… aqui!





simpósio de jornalismo em transmissão pela web

6 10 2009

O coordenador do Curso de Jornalismo da Unimep, meu camarada Paulo Roberto Botão, manda avisar:

O 3º Simpósio do Curso de Jornalismo da Unimep, que acontece de 06 a 08 de outubro, com o tema O Futuro do Jornalismo, será transmitido ao vivo pela Internet. A iniciativa se deve a uma parceria entre o Curso de Jornalismo e a Unimep TV, que será a responsável pela captação das imagens e operação técnica, através do IPTV da USP (Universidade de São Paulo). A transmissão poderá ser acompanhada pelo Portal de Notícias do Curso de Jornalismo e pelo Site da Unimep TV, no período entre 19h30 e 22 horas nos três dias de atividades.

A mesa de abertura, no dia 6, vai tratar de Telejornalismo Regional e Comunidade, e terá como expositores os jornalistas Eduardo Lacerda, da EPTV Campinas, André Camarão, da TVB Campinas, e Carlos Chinellato, da TV Mix Regional, de Limeira.

Na quarta-feira o tema será O Futuro do Jornalismo: os Desafios da Formação, em mesa que terá a presença do jornalista Francisco Ornellas, responsável pela Semana Estado de Jornalismo e Curso de Jornalismo Aplicado do Estadão, do jornalista e professor José Luiz Proença, coordenador do Curso de Jornalismo da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo.

O encerramento acontece no dia 8 de outubro, quinta-feira, com uma mesa sobre o tema Rádiojornalismo, Novas Tecnologias e Práticas, com a participação dos jornalistas Juliana Caetano, da rádio Band News de Campinas, Rodrigo Simon, da rádio Sul América Trânsito, de São Paulo e João Turquiai, da rádio Você, vinculada ao jornal O Liberal, de Americana.

As mesas-redondas acontecem todos os dias a partir das 19h30, no Campus Taquaral da Unimep, na Sala Vermelha (anexa ao Teatro Unimep). A atividade é direcionada aos alunos do Curso de Jornalismo, mas a participação é aberta aos interessados.





chat sobre comunicação digital

6 10 2009

Hoje tem chat no ciclo Comunicar Tecnologia, promovido desde o dia 5 pelo Nós da Comunicação

Estarei por lá a partir das 15 horas.

Vai ter até sorteio de livros…

Venha também!





5 links sobre jornalismo e jornalistas

5 10 2009




ciclo discute comunicação e tecnologia

5 10 2009

logo_home1De hoje até dia 13, o Nós da Comunicação promove o ciclo Comunicar Tecnologia, semana temática em que vai focar todas as seções do site para refletir novas tecnologias e procedimentos aplicados à comunicação. Serão promovidos chats com pesquisadores e especialistas, serão publicados artigos e reportagens sobre isso.

Partipo de um chat amanhã, dia 6, às 15 horas.

Se isso te interessou, passe por lá também…





modelos de negócio, valores de fundo e a salvação da pátria do jornalismo

29 09 2009

Três links do momento não podem ser deixados de lado. Se você se interessa por jornalismo e pelas discussões sobre sua sustentabilidade, permanência e evolução, siga os links:

  • Mindy MacAdams problematiza levemente a busca por novos modelos de negócio no jornalismo, assunto que vem crescendo em complexidade e importância com a crise dos jornais impressos nos Estados Unidos.
  • O Washington Post ditou regras para seus jornalistas atuarem em redes sociais. Uma das preocupações do jornal seria a preservação da objetividade, este ainda importante valor de fundo no jornalismo. Paul Bradshaw comenta o caso e alarga seu raciocínio para pensar o fim da objetividade numa versão 2.0.
  • Michael Rosemblum bate mais uma vez na tecla da salvação do jornalismo.




eventos discutem indicadores de direito à comunicação no brasil

28 09 2009

(do site do Intervozes)

Uma série de três seminários a serem realizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília pretende lançar as bases para a construção de indicadores do Direito à Comunicação no Brasil. As atividades, realizadas em parceria pelo Intervozes, pela Unesco, pelo Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (LapCom/UnB) e pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NETCCON.UFRJ), buscam socializar propostas para criação de instrumentos que mensurem a efetivação do direito à comunicação no Brasil e no mundo. A primeira etapa acontece na cidade do Rio de Janeiro, hoje, 28 de setembro.

O Seminário “A Construção de Indicadores do Direito à Comunicação no Brasil”, que já conta com cerca de 140 pessoas inscritas, será divido em dois momentos. No primeiro, haverá a apresentação das propostas de indicadores já existentes, elaborados pelo Intervozes por meio do projeto “Centro de Referência do Direito à Comunicação” e outras desenvolvidas pela Unesco em debate entre os países membros do órgão através do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC).

No segundo momento haverá a avaliação do material que já existe e o recolhimento de sugestões concretas para a aplicação dos indicadores para o Brasil. “Queremos incorporar as sugestões, ouvir o que as pessoas têm a dizer”, afirma um dos parceiros da iniciativa e organizador do primeiro seminário, Evandro Ouriques, coordenador do NETTCON.UFRJ. Para Guilherme Canela, coordenador de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil, é preciso apontar mecanismos concretos e garantir a um processo colaborativo. “Nosso objetivo é introduzir o debate no Brasil com foco nos instrumentos objetivos, garantindo a participação das pessoas”, informou.

Os organizadores do evento também criaram um site que vai hospedar as propostas já existentes (http://sites.google.com/site/direitoacomunicacaoindicadores). “A idéia é que as pessoas tomem ciência do conteúdo desses documentos antes do seminário e possam ter melhores condições de apresentar contribuições durante o evento”, acredita Bia Barbosa, integrante do Intervozes que estará na mesa de debates. “Creio que os seminários podem contribuir para envolver um número cada vez maior de instituições que potencialmente podem planejar medidas que estimulem e assegurem uma maior diversidade de vozes na mídia brasileira”, deseja Fernando Paulino, representante do LaPCom/UnB.

De acordo com Bia Barbosa, ainda será definida a maneira e a localidade de aplicação dos indicadores. “A idéia, ao final, é chegar a um conjunto de indicadores que possam ser aplicados de forma piloto em um cidade ou região brasileira”. As propostas passam também por uma discussão sobre as realidades culturais do país. “É saudável que as entidades discutam para que haja adequação ao contexto nacional. Não significa então que os Indicadores serão aplicados tal qual apresentados”, indica Guilherme.

A Conferência e o Direito à Comunicação
Os seminários acontecem junto às etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Na opinião dos organizadores, um assunto se beneficia com o outro. “É interessante estas discussões em paralelo porque se prestarmos atenção estamos falando sobre o que importa para construir a democracia”, entende Evandro. “Na discussão dos Indicadores, podemos identificar problemas na mídia brasileira cujas soluções podem ser apresentadas como propostas de políticas públicas na Confecom”, argumenta Bia.

Centro de Referência
Para o Intervozes, a parceria não poderia ser mais bem vinda. Desde 2004, o coletivo participa de articulações internacionais que buscam a criação de bases teóricas e ferramentas práticas para subsidiar a luta pelo  direito à comunicação. Foi neste ano que o coletivo protagonizou o relatório brasileiro do Global Governance Project da Campanha CRIS (Communication Rights in the Information Society). A pesquisa foi realizada entre 2004 e 2005 em cinco  países: Brasil, Colômbia, Filipinas, Itália (cobrindo a União Européia) e Quênia.  Foram analisadas quatro questões : base constitucional e legal, implementação, o  papel dos diferentes atores e tendências atuais e futuras – em relação a diversos  temas, como liberdade de expressão, pluralidade dos meios, propriedade  intelectual, respeito à diversidade cultural, privacidade nas comunicações, acesso  às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e participação da sociedade  civil nas decisões sobre essas questões.

A pesquisa evidenciou a falta de referências sólidas sobre esses temas no país e a  necessidade de qualificar os dados e informações utilizados por aqueles que lutam  pelo direito à comunicação. Em setembro de 2005, teve início o projeto do Centro de Referência para o  Direito à Comunicação, que tinha o desenvolvimento de indicadores como uma  de suas estratégias principais.

Em 2007, quando o projeto já estava em sua fase final, foi noticiado que a  Unesco, organização das Nações Unidas para educação, cultura e comunicação,  estava trabalhando em âmbito internacional em um documento sobre indicadores  do desenvolvimento da mídia. Pela proximidade dos temas e pela dimensão (e  pretensão) da proposta do desenvolvimento de indicadores da comunicação, a  opção do Intervozes foi iniciar diálogo com a instituição para ver de que forma a  pesquisa desenvolvida nacionalmente poderia dialogar com a proposta  internacional.  Esse diálogo gerou uma parceria com a Unesco e com as duas universidade envolvidas no primeiro Seminário “A Construção de Indicadores do Direito à Comunicação no Brasil”.

Serviço:
“A Construção de Indicadores do Direito à Comunicação no Brasil-Seminário de Trabalho”
Data: 28 de setembro
Hora: das 9h às 14h
Local: Salão Moniz de Aragão, do FCC-Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Campus Praia Vermelha, Rio de Janeiro

Próximos Seminários:
Seminário em Brasília: 21 de outubro
Seminário em São Paulo (data a definir)





seminário blogs, amostras em vídeo

24 09 2009

Estive muito rapidamente no 3º Seminário de Blogs, Redes Sociais e Comunicação Digital, promovido entre os dias 21 e 22 passados, na Feevale em Novo Hamburgo (RS). Foi um autêntico bate-e-volta, e fiquei menos de 24 horas em solo gaúcho. Foi rápido, mas foi muito divertido e interessante.

Primeiro pela ótima organização do evento e pelos contatos que lá fiz. O pessoal é realmente muito conectado, muito interessado, e conta com um belo núcleo de professores envolvidos com as temáticas da web 2.0. Sandra Montardo, Paula Puhl, Cintia Carvalho e Maria Claro Aquino são pesquisadoras seriíssimas em suas investigações, e divertidíssimas, de alto astral e de bom humor contagiante. A elas agradeço o convite e a recepção.

Em minha rápida estada em Novo Hamburgo, revi ainda Adriana Amaral, Luciana Mielniczuk, Leonardo Foletto, Marco Santuário, Susan Liesenberg, entre tantos outros. Pude conhecer ainda a inteligentíssima Ana Maria Brambilla, o amável bon vivant Diogo Carvalho, o low profile-simpatia André Peccine, e o workaholic Edney Souza, o Interney. Foram horas de aprendizado e de grandes insights.

Se você não pôde ir, dê uma chegadinha na rede social que criaram para o evento, ou veja os videozinhos abaixo…

Ana Maria Brambilla, da PUC-RS

André Peccine, da Google





bônus da palestra: 8 links imperdíveis

21 09 2009

Estou em trânsito e por isso, nem vou tomar o seu tempo. Como prometi na palestra no 3º Seminário Blogs, Redes Sociais e Comunicação Digital da Feevale, aí vai um bonus track…

  • O Nieman Reports tem um dossiê especialíssimo sobre Jornalismo e redes sociais. Vai lá!




hoje tem seminário de blogs na feevale

21 09 2009

Acontece hoje e amanhã na Feevale, em Novo Hamburgo, a terceira edição do Seminário Blogs, Redes Sociais e Comunicação Digital. O evento é um dos encontros mais antenados do Brasil sobre o tema das novas tecnologias da comunicação e informação.

Veja a programação, e se não puder estar lá – eu vou! -, siga pelo twitter.

21/09 – Segunda-feira

17h30 – Abertura Oficial (Auditório do Prédio Azul)

18h às 19h30min – Palestra: Redes Sociais na Web e Jornalismo Colaborativo (Auditório do Prédio Azul)
Ministrantes: Profª. Ms. Ana Brambilla (PUC-RS) e Prof. Dr. Rogério Christofoletti (UFSC)

20h às 22h – Palestra: Promoções e relacionamentos online (Auditório do Prédio Azul)
Ministrantes: André Peccine (Google), Edney Souza (Interney) e Diogo Carvalho (Blog Destemperados)

22/09 – Terça-feira

14h às 17h – Grupos de Trabalho (GT`s) *

- GT Redes Sociais na Web – Sala 304 do Prédio Multicolor

- GT Conteúdo na Comunicação Digital – Sala 305 do Prédio Multicolor

- GT Comunicação Digital Corporativa – Sala 307 do Prédio Multicolor

14h às 17h – Oficinas*

Oficina 1: TV na Internet (Justin.TV, Youtube, entre outros)
Ministrante: Prof. Dr. André Pase (PUC-RS)
Laboratório: 406 do Prédio Multicolor

Oficina 2: Plano de presença online
Ministrante: Arnoldo Barroso Benkenstein (Bolsista IEL/Agência Integrada)
Laboratório: 407 do Prédio Multicolor

Oficina 3: Plataformas de música online
Ministrante: Prof. Dra. Adriana Amaral (UTP)
Laboratório: 408 do Prédio Multicolor

* Atividades simultâneas

17h – Coffe Break no Espaço Colaborafun (entre os Prédios Verde e Amarelo).





2 links sobre presente e futuro do jornalismo

13 09 2009

Mark Deuze anuncia a criação de mais um blog, agora com seus alunos da Indiana University, que analisa os movimentos da mídia e das “creative industries”. Trata-se do Media Organizations @ IU. A ser seguido…

Alfred Hermida comenta notas positivas sobre a Future of Journalism Conference, que se deu na Cardiff University. A conhecer…





alarme: redes sociais são perigosíssimas!

11 09 2009

Em 24 horas, deu a louca nas cúpulas de algumas das principais organizações de mídia no país: Globo e Folha de S.Paulo descobriram que as redes sociais, que as mídias sociais são importantes, são perigosas, e por isso, precisam de regras para seus comandados.

No dia 9,a Folha enviou memorando aos seus jornalistas criando regras de conduta para blogs e Twitter. Quem conta é o José Roberto de Toledo, da Abraji. O comunicado interno do jornal foi assinado pela editora-executiva, Eleonora de Lucena. Veja abaixo a íntegra do memorando:

“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do twitter devem lembrar que:

a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;

b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”

No dia seguinte (10), foi a vez da Globo, conforme relata o Lauro Jardim no Radar On-Line:

Estão proibidos, por exemplo, “a divulgação ou comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”.

A emissora endureceu também noutro ponto: só com autorização da Globo seus contratados poderão ter blog, twitter etc. vinculados a outros veículos de comunicação.

Segundo a Globo, o objetivo é proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.

Agora, eu pergunto: será que as cúpulas acham mesmo que conseguirão regrar esse uso? Vão impor o medo nos funcionários? Vão aumentar a audiência e visitação nos blogs e contas de artistas com esse engessamento todo? Se eles acham, sabem muito de mídia, sabem muito de internet, e compreendem completamente o momento que estamos vivendo…





manifesto internet: 17 constatações de como o jornalismo funciona

10 09 2009

Paulo Querido conta como surgiu a versão portuguesa do Manifesto Internet, elaborado por um conjunto de jornalistas alemães em reação à desastrada Declaração de Hamburgo, feita por um grupo de proprietários de meios de comunicação europeus. O Manifesto Internet reacende a discussão sobre o papel do jornalismo e de jornalistas no turbulento e visceral cenário atual ultra e pós-midiático.

As 17 constatações que alicerçam o Manifesto são:

1. A Internet é diferente.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

5. A Internet é a vitória da informação.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

7. A Internet requer gestão de ligações.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

14. A Internet tem muitas moedas.

15. O que está na Net fica na Net.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

17. Tudo para todos.

Para ler na íntegra, veja o Manifesto aqui.





antes do 7 de setembro, 7 links

5 09 2009

Enquanto não vem o feriado, compartilho algumas paradas obrigatórias da web na semana…

  • Sérgio Dávila entrevista Chris Anderson, o editor da Wired e autor de Free, livro que discute a economia da gratuidade: aqui.
  • Carlos Castilho, do Código Aberto, escreve sobre auto-regulação, um tema que exige maturidade, consciência e equilíbrio: aqui.
  • Porque as mídias sociais precisam de profissionais éticos. Jason Falls escreve sobre o tema, aqui.
  • C.W. Anderson trata do futuro das notícias em quatro dimensões. Leia aqui.
  • Cibereconomia, uma rede social para difundir a cultura da inovação. Entre aqui.
  • Um dia por dentro do Jornal Nacional, matéria do G1 sobre o lançamento do livro “Jornal Nacional: Modo de Fazer”, de William Bonner. Aqui.
  • Mediactive, o site de Dan Gillmor que pretende criar um guia para democratizar a mídia: aqui.




jornalismo e academia: dois sites, um livro e um evento

4 09 2009

conviteRápido e rasteiro:

1. O Monitor de Mídia está com a edição 152 na rede. Destaques para reportagens sobre a Semana Estado de Jornalismo e sobre o perfil do novo profissional da área. Aqui.

2. Nem parece, mas ela já é quarentona: a internet. O Cotidiano, revista multimídia da UFSC, celebra quatro décadas da rede mundial de computadores. Aqui.

3. Maria José Baldessar e mais 17 autores lançam amanhã no Congresso da Intercom que acontece em Curitiba o livro “Comunicação Multimídia: objeto de reflexão no cenário do século 21″. Logo, logo, falarei mais disso por aqui.

4. De 21 a 25 de setembro próximos acontece a 8ª Semana do Jornalismo da UFSC. O evento é todo organizado e concebido por alunos, e sempre traz as melhores cabeças da área no país. Este ano tem Marcelo Rubens Paiva, Sergio Villas Boas, Kléster Cavalcanti… Aqui.





jornalismo participativo e o diário catarinense: monografia na rede!

3 09 2009

Joel Minusculi colocou online, de graça e na íntegra, a sua monografia de conclusão no curso de Jornalismo da Univali: “Reconfigurações da imprensa no webjornalismo participativo: uma análise do Leitor-Repórter do diario.com.br”. Tive o privilégio de (des) orientá-lo no trabalho. Não por isso recomendo, mas pela qualidade e oportunidade da pesquisa.